Fugas - hotéis

  • Fernando Veludo/nFactos
  • Fernando Veludo/nFactos
  • Fernando Veludo/nFactos
  • Fernando Veludo/nFactos
  • Fernando Veludo/nFactos
  • Fernando Veludo/nFactos
  • Fernando Veludo/nFactos
  • Fernando Veludo/nFactos
  • Fernando Veludo/nFactos
  • Fernando Veludo/nFactos
  • Fernando Veludo/nFactos
  • Fernando Veludo/nFactos
  • Fernando Veludo/nFactos

Rosa de sonhos em quarteirão de artes

Por Andreia Marques Pereira ,

Numa casa portuense do séc. XIX, um hotel de charme que é uma espécie de "bed & brunch" onde se respira exclusividade e que tem na arquitectura (premiada), na cozinha (gourmet) e no design (retro-vintage) os cartões-de-visita. Mas o maior trunfo do Rosa et Al Townhouse é mesmo fazer-nos sentir em casa.

É comum, quando se fala do Rosa et Al Townhouse, sublinhar que este não é um hotel qualquer. Não queremos ser repetitivos, mas essa é uma verdade incontornável - por vários motivos, o menor dos quais não será certamente o facto de, por exemplo, durante as inaugurações das galerias de arte de Miguel Bombarda, no Porto, ser mostrado como objecto de arte. Nesses dias, a porta da rua está aberta e dois quartos são mantidos desocupados para as visitas. Nos outros dias, a porta está fechada, mas o acesso continua livre: basta bater, como se de uma casa se tratasse.

É, afinal, um pouco essa filosofia do Rosa et Al, que se instalou numa velha casa burguesa do século XIX respeitando a traça original e o espírito português mas abrindo-se a todos estilos de vida e à forma como os seus proprietários gostam de habitar as cidades. E foram várias as cidades por onde os irmãos Patrícia Sousa, economista de formação e durante anos gestora de activos de centros comerciais na Península Ibérica, e Emanuel de Sousa, arquitecto e autor do projecto, passaram, num percurso de trota-mundos que reflectiram neste Rosa, de inspiração retro-vintage e conceito heterodoxo de hotelaria - ou não fosse um "hotel" de viajantes para viajantes.

E ser um hotel de viajantes para viajantes significa estar imune a alguns vícios que, ao invés de servir os hóspedes, lhes criam alguns stresses - por exemplo, o pequeno-almoço aqui serve-se até ao meio-dia e em vez de pequeno-almoço é brunch (é um bed & brunch). A atmosfera no Rosa et Al Townhouse, que abriu em Agosto de 2012, quer-se relaxada, com "energia serena", diz Patrícia Sousa, contra um fundo feito de sons suaves de jazz que é, normalmente, a "banda sonora" da casa: cada hóspede gere o nível de stress a que se quer expor - não há televisões nos quartos, mas quem quiser basta pedir, assim como computador e iPad, e os jornais só entram aqui durante o fim-de-semana; em compensação, quem quiser uma massagem, pode marcá-la e fazê-la na sua suite (nós fizemos shiatsu e massagem com óleos, com Alexandre Martins; há também tailandesa e ayurvédica e outros serviços).

O luxo está por todos os lados, mas é confortável e informal, não nos esmaga. "Sem salamaleques", resume Patrícia, mas com "serviços à medida das necessidades do cliente". Há pormenores que fazem a diferença, como o chá e bolos que nos esperam no quarto à chegada, o vinho do Porto de oferta, o turndown diário ("mimos" antes de dormir) ou o menu de almofadas, e uma atenção especial a cada hóspede, tentando gerir as suas expectativas em relação ao hotel e à visita em geral.

"Em 80 por cento dos casos sabemos muito dos hóspedes antes de eles chegarem e tentamos perceber ao que vêm para os ajudar", explica Patrícia Sousa. O que não sabem, tentam descobrir de forma tão subtil como uma conversa informal no lounge - que também é recepção e concept store, onde durante a noite encontramos Patrícia a fazer patchwork, uma actividade que partilha de bom grado com os hóspedes que queiram aprender.

Nome
Rosa et Al Townhouse
Local
Porto, Cedofeita, Rua do Rosário, 233
Telefone
222085429
Website
http://www.rosaetal.pt
--%>