Passatempo
Ganhe "Viagens Contadas"
Leia um excerto do livro: O deserto não é para mulheres
Entrevista: O Nepal foi ´uma aventura minuto a minuto´
Maria João Ruela conta viagens em livro
Temos para oferecer cinco exemplares de "Viagens Contadas", obra recém-lançada da jornalista Maria João Ruela. Neste seu livro de viagens, Ruela conta as suas viagens pessoais por grandes destinos como Marrocos, Nepal ou Patagónia.
Para conquistar o prémio, envie-nos um pequeno texto (cerca de 400 caracteres) sobre a grande viagem que nunca fez e que sonha fazer um dia. Fale-nos desse seu destino ou resuma-nos por que deseja tanto realizar essa viagem.
Os autores das cinco frases seleccionadas receberão em casa um exemplar de "Viagens Contadas" (edição Esfera dos Livros)
Boa sorte!
Como participar:
1 - Envie a sua frase/texto (cerca de 400 caracteres) para passatempo@publico.pt até às 00h00 de 14 de Julho.
2 - O vencedor será escolhido por um júri da Fugas e A Esfera dos Livros e anunciado dia 18 de Julho.
3 - Com a sua participação, envie também: nome, morada, idade, n.º telemóvel e n.º Bilhete de Identidade.
4 - O livro será enviado pelo correio.
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"Viagens Contadas"
Maria João Ruela, jornalista e pivot da SIC, lançou, em edição A Esfera dos Livros, "Viagens Contadas - Marrocos, Nepal, Patagónia, Noruega e Outros Destinos", onde relata os lugares e os momentos mais marcantes de uma série de viagens.
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Vencedores
Joana Magalhães, Vila Nova de Gaia
Viajar é viver o mundo, um lugar de cada vez. Sonho poder descobrir em cada continente um momento, uma paisagem que me faça suster a respiração e sentir-me insignificante perante a sua grandiosidade. Sonho simplesmente ir, sentir e poder voltar. E trazer comigo essa recordação e o crescimento pessoal que conquistamos sempre que saímos do casulo.
Hugo Repolho, Coimbra
Sonho desde criança com o avesso da regra, o escarolado da nódoa, a relação impossível, os lugares inacessíveis, sonho com o inatingível. Tinha 6 anos quando ouvi a palavra antípoda. "Como? Do outro lado do mundo." Foi quanto bastou. "Se é aí, é lá que eu quero ir!" Hoje, 21 anos depois, a proeminência esférica do mundo emagreceu. Inacessíveis só talvez os buracos negros. Porém, a Nova Zelândia, ex Aotearoa, teima em ser antípoda, um canto que me reclama e seduz.
Susana Manteigas, Moita
A viagem já começou. Todos os dias acrescento-lhe um pormenor, um local, uma aldeia, um deserto. Revisito o Médio Oriente nas páginas de um roteiro colorido, viajo por um mapa-mundo retalhado, destroçado. Entro pelo norte de África, pelo Egipto, passando o Suez, vislumbrando o Oriente na outra margem. A viagem atravessa grandes desertos da Humanidade. O Sara é um grão de areia na imensidão da desgraça de árabes e muçulmanos, judeus e palestinianos. Só quero chegar à Babilónia e lá poder encontrar um jardim.
Manuel Jesus Geada, Santarém
Era uma vez um menino que se sentou à beira de um arbusto, para ler uma história; uma história que contava de um país pobre, onde os meninos andavam descalços e por serem pobres, eram obrigados a inventar as suas brincadeiras; não tinham jogos, nem de plástico nem de ligar à electricidade. Lá, em Marrocos, na África de onde ele já sabia de outras histórias, havia uma religião, uma crença diferente das dos seus pais e dos seus avós! Aconchegou-se na sombra do arbusto e começou a sonhar com as praias daquele país, as gentes simpáticas e generosas, as ruelas e os cheiros, tão parecidos às vezes com os da sua terra; julgou, por um instante, estar por lá; "talvez um dia", pensou, "talvez este arbusto cresça e, através dele, eu possa lá chegar."
Jorge Nunes, Fânzeres
Amazónia desejada
Um sonho que vem da meninice. Da aldeia beirã onde existiam apenas televisores a preto e branco com um único canal. Por sorte, aquele onde Jacques Cousteau me deliciava com as suas viagens. Através dele conheci o mundo e ouvi falar de um lugar maravilhoso chamado «Amazónia»: o meu primeiro amor. Perdi a conta aos livros que devorei avidamente para a conhecer melhor. Ainda hoje sonho com ela na esperança de um dia acordar do outro lado do Atlântico.