A Mini vai lançar o seu sexto modelo, um descapotável de dois lugares que faltava na família desportiva da marca inglesa detida pelo grupo BMW. O Roadster, derivado do coupé e com o charme do cabrio, estará disponível em três motorizações a gasolina e uma a gasóleo, com potências que variam entre os 122 e os 211cv.
Depois da carroçaria de três portas, do cabrio, do Clubman (carrinha), do Countryman (um crossover) e do coupé, a nova aposta da Mini assenta no Roadster. A configuração de três volumes vinca uma bagageira ampla, com 240 litros, mais perto do coupé (280 litros) do que do cabrio (170 litros), que tem quatro lugares. As dimensões variam poucos centímetros segundo a motorização, mas seguem de perto as do coupé no comprimento (373 cm), na largura (168 cm) e na altura (139 cm).
É mais baixo dois centímetros do que o cabrio, e o aro dianteiro do pára-brisas está 13 graus mais inclinado. Entre os dois arcos de protecção em aço inoxidável polido, atrás dos encostos de cabeça, pode ser instalado um opcional guarda-vento.
A capota em lona preta, única cor disponível, é de abertura e fecho manual e requer força de braço para se fixar atrás dos bancos. A operação, facilitada com o veículo em marcha, pela ajuda extra da deslocação do ar, não interfere com o tamanho da mala. Aliás, será este argumento que leva à inexistência de forro interior, deixando à mostra do lado de dentro o "esqueleto" em ferro da capota. Estrutura que pode originar alguns barulhos, mas, no geral, o isolamento acústico não sai muito penalizado. Um "spoiler" activo no extremo da tampa da bagageira, que levanta acima dos 80 km/h e baixa aos 60 km/h, favorece o desempenho aerodinâmico com um apoio na ordem dos 40 quilos.
O interior ostenta o visual "à Mini", dominado pelo velocímetro de grande formato ao centro, no meio do qual figura o monitor onde são exibidas informações dos sistemas audio, de comunicação e de navegação. Assim como as operações do Mini Connected, que incluem as aplicações Driving Excitement e do Google, Facebook ou Twitter. O conta-rotações, atrás do volante, apresenta a velocidade em formato digital e dados do computador de bordo e da tecnologia Minimalism, que integra a função automática Start-Stop e a indicação da mudança de caixa mais eficiente.
As motorizações a gasolina baseiam-se no bloco 1.6 litros. O motor de quatro cilindros da versão Cooper, com comando variável de válvulas (Valvetronic), debita 122cv e um binário máximo de 160 Nm. No Cooper S possui tecnologia Twin Power Turbo, com um turbo de dupla carga (Twin Scroll), que atinge a potência de 184cv e um binário de 240 Nm, com função "overboost" para os 260 Nm. Responde com genica às solicitações, beneficiando do opcional botão Sport, que altera o curso do acelerador, a resposta da eficiente direcção assistida electromecânica e o som do escape.
A terceira derivação motriz, também com sobrealimentação Twin Power Turbo, equipa a versão John Cooper Works, com 211cv e 260 Nm (280 Nm em "overboost"). O turbodiesel de 2.0 litros do Cooper SD, com 143cv e 305 Nm, também tira partido da tecnologia Twin Power Turbo. Já a transmissão manual de seis velocidades pode ser trocada por uma automática de seis relações com Steptronic (excepto no John Cooper Works). A suspensão tipo McPherson, à frente, e de multibraços, atrás, proporciona um comportamento ágil em curvas mais exigentes.
O controlo dinâmico de estabilidade (DSC) pode ser desligado e a segurança passiva é assegurada por airbags frontais e laterais de cabeça e tórax. O lançamento no mercado nacional está agendado para 25 de Fevereiro, com preços que variam entre os 26.900 e os 38.015€, nas versões base e com uma ampla lista de extras para uma personalização exclusiva.