A marca gaulesa tem motivos para sorrir depois de ver o 508 conquistar o galardão de Carro do Ano em Portugal. Embora os tempos não estejam de feição, a Peugeot decidiu reforçar a gama da carrinha (SW) através de uma versão mais "radical" assente no sistema HYbrid 4. Uma aventura que segue os rodados da Audi A4 Allroad ou da Volvo XC70 e acompanha o surgimento da Volkswagen Passat Alltrack (ver texto ao lado). A 508 RXH chega a Portugal em Maio e, para meados do ano, está prometida a inclusão do sistema HYbrid4 na carroçaria de quatro portas.
A nova versão baseia-se na filosofia do crossover 3008 HYbrid 4. A carrinha 508 RXH assume um visual mais rural, com os habituais revestimentos em plástico nas cavas das rodas e protecções inferiores. As dimensões exteriores sofreram um incremento mínimo no comprimento (passou para 482,3 cm) e largura (186,4 cm) e de cinco centímetros na altura (152,5 cm). Os ângulos de ataque e de saída são, respectivamente, de 15,6 e 19,8º. A bagageira da versão normal (512 litros) recuou para 423 litros, devido à necessidade de acomodar as baterias de tipo Ni-MH do sistema híbrido.
Os materiais de revestimento respiram qualidade e beneficiam do rigor posto na montagem. Na consola concentram-se os principais comandos do sistema híbrido e a alavanca da transmissão pilotada de seis velocidades (sem pedal de embraiagem). Um ecrã a cores de sete polegadas permite acompanhar o funcionamento dos motores de combustão e eléctrico, das baterias e do sistema de recuperação de energia nas fases de desaceleração.
O botão de ignição começa por ligar o motor eléctrico montado sobre o eixo posterior, que gera uma potência de 27cv mas que pode ir até aos 37cv. O binário em contínuo de 100 Nm também sobe até aos 200 Nm. A autonomia exclusivamente a electricidade depende do nível de carga das baterias, desde que abaixo dos 60 km/h. O bloco 2.0 HDi, de 163cv, montado no eixo da frente, desenvolve um binário de 300 Nm às 1750 rpm e entra em funcionamento com pouca carga armazenada ou em acelerações mais exigentes. A transmissão manual pilotada de seis relações cumpre sem deslumbrar, embora se possam tomar as rédeas das mudanças através das patilhas atrás do volante.
O avançado sistema Stop & Start ajuda a conter os consumos e as emissões. Um selector na consola central permite escolher entre quatro tipos de condução. No modo Auto, a electrónica assume a gestão da tracção posterior eléctrica, da propulsão dianteira a gasóleo ou das quatro rodas motrizes, tudo de acordo com uma optimização de consumos e emissões. O modo ZEV (Zero Emission Vehicle) alarga a utilização eléctrica, desde que as baterias possuam mais de 50% de carga e com uma autonomia até 4 km. O modo 4WD (tracção integral) atribui a cada motor o respectivo eixo, mas a repartição do binário pode ir até 40% para as rodas posteriores. A gestão das quatro rodas motrizes, não permanentes, depende das condições de aderência e velocidade. Já o modo Sport possibilita prestações mais desportivas, com passagens de caixa mais rápidas. Além de combinar a potência dos dois motores, debita um binário máximo de 450 Nm.
Em termos de equipamento, a versão RXH possui, de entrada, todos os requisitos de segurança e mordomias em termos de conforto. Tudo por 43.240€. A "Limited Edition", por 47.500€, acrescenta algumas opções, como os faróis xénon e assistente de máximos, bancos em couro e "upgrade" dos sistemas de navegação e de som. Ainda assim, valores competitivos em relação à concorrência instalada e à que está para vir.
FICHA TÉCNICA
Motor: 1997cc, 4 cil., 16V, HDi (gasóleo) + motor eléctrico
Potência: 200cv (163cv motor combustão+37cv do eléctrico)
Binário: 450 Nm (200 Nm no motor eléctrico)
Transmissão: manual pilotada de 6 velocidades
Veloc. Máxima: 213 km/h
Aceleração 0 a 100 km/h: 8,8s
Consumo médio: 4,1 l/100 km
Emissões CO2: 107 g/km
Preço: A partir de 43.240 euros