A segunda geração do CC, um "coupé" de quatro portas, continua a merecer atenção pelas linhas esbeltas da carroçaria, que não penalizam em excesso os passageiros posteriores apesar da acentuada curvatura do tejadilho. Mais razão de queixa terá o ocupante do lugar do meio, já que os bancos laterais possuem um desenho individual. Os retoques na grelha, nos pára-choques e nos grupos ópticos, dotados de série com luzes bi-xénon, vincam o design apelativo que deixa poucos indiferentes. A tecnologia LED atrás pode ser alargada, através de um "pack" opcional, ao pontilhado diurno na frente, juntamente com a iluminação dinâmica em curva (em alternativa à estática de origem).
As portas sem arco a enquadrar os vidros, juntamente com a silhueta esguia, realçam o estilo "coupé" da longa carroçaria com 479,8 cm de comprimento. O ambiente interior também beneficiou de um "upgrade" qualitativo, embora na parte inferior predominem demasiados plásticos mais resistentes ao tacto. No topo da consola central um relógio analógico pisca o olho à gama superior (Phaeton), enquanto as inserções em plástico prateado ou em alumínio escovado (extra) proporcionam um visual requintado. Os bancos em tecido propostos de série permitem encontrar uma boa posição ao volante e parecem à altura de viagens mais longas.
O bloco 2.0 TDI, de 140cv, mostra-se talhado para uma utilização mais familiar, privilegiando um comportamento progressivo e consumos comedidos. O eficiente sistema BlueMotion Technology, com start-stop (que pode ser desligado) e travagem regenerativa, contribui para conter os gastos de combustível e as emissões.
A precisa transmissão manual de seis relações ajuda a tirar proveito da consistência motriz e de um bom desempenho dinâmico, acima do que seria de esperar num veículo com esta envergadura. O aprumo em curva, com um apoio firme resultante da arquitectura McPherson no eixo dianteiro em alumínio e de braços trapezoidais atrás, sai também a ganhar com a direcção assistida electromecânica. Até porque o programa electrónico de estabilidade (ESP), que pode ser desligado, só se faz notar em situações já muito próximas dos limites.
Em opção (de série na versão de 170cv) estão disponíveis o diferencial electrónico XDS, que actua como bloqueio do diferencial, aumentando a capacidade de tracção, e a suspensão adaptativa electrónica DCC. Extras que custam, respectivamente, 188 e 897€ e podem marcar a diferença na abordagem de percursos mais sinuosos.
Bem equipado de origem, em termos de segurança e conforto, o CC já vem com o pacote habitual de airbags (frontais, laterais e cortina), assistência no arranque (Hill Hold Control), "cruise control", sensores de chuva, rádio-leitor de seis CD, volante multifunções, faróis bi-xénon e sistema de detecção de fadiga do condutor. A pintura metalizada (435€), ligação USB (80€) e o sistema de assistência de máximos (128€) aumentavam o valor da unidade ensaiada para os 40.007€. Mas uma extensa lista de itens, nomeadamente o "cruise control" adaptativo com travagem em cidade (894€), os sistemas Lane Assist e Side Assist (977€) ou os estofos em pele com massagem para o condutor (1913€), prometem tornar mais exclusivo um automóvel já por si sedutor.
VWCC 2.0 TDI BM
Motor: 1968cc, 4 cilindros em linha, turbodiesel
Potência: 140cv às 4200 rpm
Binário: 320 Nm às 1750-2500 rpm
Transmissão: Manual de 6 velocidades
Veloc. Máxima: 214 km/h
Aceleração 0 a 100 km/h: 9,8s
Consumo médio: 4,7 l/100 km
Emissões CO2: 125 g/km
Preço: a partir de 39.364€