Fugas - Motores

Peugeot inaugura diesel 100% híbrido

Por Carla B. Ribeiro

É o primeiro diesel cem por cento híbrido e aparece num carro que já era um híbrido só por si. O crossover Peugeot 3008 surge agora em versão Hybrid4, apresentando-se como um amigo do ambiente e dos consumos.

Não é o primeiro carro a diesel com um motor eléctrico, título que fica com a Audi com o seu A6 Duo de 1997, mas é "o primeiro a apresentar os dois motores a funcionarem como um só", como explicou o responsável de comunicação da marca à Fugas, numa hibridação de sistemas que faz com que a Peugeot reclame para si o título do primeiro diesel híbrido completo. E o sistema não poderia ter escolhido um mais apropriado primeiro hóspede: o 3008, que já era um híbrido antes de o ser. O crossover da Peugeot, que alia "o espaço dos SUV" (excepto na bagageira... já lá iremos) ao "comportamento de uma berlina", é agora também o resultado de uma "associação virtuosa do diesel e do eléctrico".

"É um carro para quem gosta de conduzir", garantiu a Peugeot na sua apresentação dinâmica. Mas não deverá ser esse o traço principal a definir o perfil alvo para o Hybrid4: em primeiro lugar surge o "gostar de tecnologia" e, em segundo, "a preocupação com o ambiente" com a possibilidade de zero emissões. Acrescente-se o cuidado com a carteira no que aos consumos diz respeito e vontade (ou necessidade) de percorrer muitos quilómetros citadinos para se perceber quem poderá optar por este 3008.

"Um motor a gasolina híbrido resulta num consumo próximo de um diesel", explicou Caroline Damey, responsável da comunicação técnica da marca. Por isso, um híbrido apoiado num "mais rentável" motor a diesel (no caso, um 2.0 HDI com 163cv) e num propulsor eléctrico (que se traduz em 37cv) conseguirá números mais aliciantes: no caso, 3,8 l/100 km em circuito misto que poderão ser ainda menos para quem percorra apenas pequenos percursos na cidade.

É que, embora se estime uma distância de 3 a 4 km em uso exclusivo do modo eléctrico (a Peugeot chama-lhe modo ZEV, de Zero Emission Vehicle), desde que não se exceda os 60 km/h, o rápido recarregamento das baterias de níquel, de cada vez que se trava ou se desacelera, permite uma utilização mais prolongada. Em modo Auto, o veículo irá seleccionar o motor a usar sempre no sentido de poupar nos consumos e nas emissões chega com indicação de 99g/km de CO2 (104 g/ km na versão topo de equipamento) que se reflecte num benefício fiscal relevante, tornando-o num carro que pode vir a ser desejado pelas empresas. Por isso, mesmo sem o ZEV seleccionado, é bem possível que se esteja muitas vezes, e sem se dar conta, só em modo eléctrico. Dentro da cidade a marca avança que o motor diesel não será accionado em 2/3 do percurso; em estrada, o motor eléctrico deverá funcionar mais ou menos 1/3 da viagem.

E, quando por um azar o carro fica preso em lama ou em areia, o motor eléctrico, na retaguarda, faz girar as duas rodas traseiras ao mesmo tempo que o motor térmico, na dianteira, serve as duas rodas da frente: o resultado é uma tracção integral quando se selecciona o modo 4WD.Não é, no entanto, a melhor opção para quem gosta de respostas rápidas e tenha pé pesado. Porém, para esses, o carro pode ser usado em modo Sport, em que ambos os motores se unem para debitar 200cv e um binário conjunto superior a 450 Nm, com todos os sistemas a adaptarem-se às diferentes exigências.

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