Barómetro
+ Espaço interior, modularidade, conforto, mecâncica competente, bagageira, equipamento, facilidade de utilização.
- Dimensões em espaços apertados, caixa algo lenta, comportamento em curva, alguns comandos pouco intuitivos, excessiva especialização.
Avião
Com o seu corredor central e poltronas independentes nas duas primeiras filas, o interior da Voyager já fazia lembrar o de um avião. Mas essa sensação sai reforçada quando se basculam do tecto os dois compartimentos para arrumos e ainda (só em opção) os dois ecrãs de DVD. Vêm acompanhados de telecomando e dois pares de auscultadores sem fios e o sistema permite utilizar cada um dos ecrãs separadamente - ou seja, utilizando duas fontes em simultâneo. Dá para reservar um dos canais para ouvir música à frente, por exemplo, enquanto o outro passa imagens lá atrás (filmes, jogos). Ou oferecer um menu audiovisual diferente a cada uma das filas de passageiros. Não é barato, mas em viagens longas eou com crianças pode valer o seu peso em ouro.
Surpresa
A ideia central do sistema é poder guardar os bancos sob o piso, criando um gigantesco e prático compartimento de bagagem. Mas, com os bancos ocupados (e esse será o cenário mais provável - quem quer transportar carga compra um furgão...), os compartimentos situados à frente da segunda fila e por trás da terceira fornecem um espaço extra para bagagem. Não são pequenos espaços para arrumos: uma maleta de avião cabe em cada um deles (e na bagageira este fundo "extra" aumenta a capacidade de carga). É preciso desdobrar os painéis do piso para lá chegar, mas não é uma tarefa demasiado complicada.
Mordomias
As portas laterais são de correr, o que permite criar uma vasta entrada no habitáculo. São eléctricas e automáticas. Podem operar-se dos botões junto ao condutor, com o telecomando e ainda através de um botão no pilar B. O mesmo sucede com o enorme portão traseiro, que tem um comando na moldura, fora do alcance das crianças. Neste caso, antes de o portão começar a fechar-se, é emitido um sinal sonoro. As portas laterais estão equipadas com um sistema anti-entalamento e podem fechar-se manualmente apenas com um ligeiro toque no puxador - fazem o resto do percurso sozinhas e trancam-se assim que encostam. Tudo isto resulta num ambiente de tecnologia funcional e amiga. Maravilha.
Melhor
O upgrade na qualidade dos materiais do interior é um dos pontos apontados pela Lancia como simbólico dos progressos feitos na Voyager. Faz sentido. E funciona bem. Em termos de habitabilidade e desenho havia pouco a fazer para melhorar a receita, mas o mesmo já não se poderia dizer de alguns plásticos e materiais dos assentos. Outro nível de qualidade e um desenho bem conseguido (as luzes de leitura, por exemplo, reforçam a sensação de estarmos a bordo de um pequeno jacto) resultam nuns interiores agradáveis e práticos. O menos mimado, apesar de tudo, é o condutor, que terá de lidar com alguns comandos muito pouco intuitivos.