Mas esqueça-se tudo isto. O Mini John Cooper Works não obedece aos parâmetros habituais de avaliação de carros. E não é pelo seu comportamento irrepreensível em curva, ou pelo facto de, com a sua potência, transformar as mais íngremes subidas em rectas planas onde vai sempre a acelerar. Basta sentarmo-nos ao volante e premir o botão de arranque para percebemos que este carro tem um encanto muito particular.
BARÓMETRO
+ Design, qualidade dos materiais e acabamentos, resposta do motor e prazer de condução
- Equipamento opcional que deveria ser de série, espaço reduzido nos bancos traseiros e na mala
PORMENORES
Quase perfeita
A caixa de seis velocidades manual, nas mudanças para a frente, com relações curtas como convém a um desportivo, é precisa e bem escalonada. Porém, a posição da marcha-atrás (à frente e ao lado da primeira) não está muito bem definida e, com o carro parado, é possível engrenar-se a primeira pensando que se está a meter a marcha-atrás. À frente da alavanca de velocidades situam-se três botões: um acciona o modo Sport, tornando o carro (ainda) mais vivo, alterando a resposta do acelerador e da direcção; outro desconecta o controlo de estabilidade (para quem queira fazer uma condução desportiva); e o terceiro desliga a função de Start/Stop.
Tudo à mão
Há veículos que requerem a leitura aprofundada de um grosso manual de instruções para se poder conhecer e usufruir de todas as suas potencialidades. Não é o caso deste pequeno desportivo. Os grandes visores circulares do velocímetro e do conta-rotações são de muito fácil leitura. Além disso, os comandos dos vidros, do climatizador, etc,. estão todos à mão ao centro da consola e são de fácil e intuitivo accionamento. E os comandos que não se situam ali estarão no volante (se se desembolsar os 200€ do custo deste “luxo” opcional).
Não é um meio de transporte
A bagageira, com 160 litros (680 litros com os bancos rebatidos), é pouco mais que nominal: cabem lá 2 trolleys pequenos ou uma mala média. E note-se que, como este carro traz pneu run-flat (à prova de furo), não tem pneu sobresselente, nem sequer o denominado kit de reparação de pneus. Os bancos da frente são confortáveis e envolventes, como convém a um desportivo. Já atrás, o espaço para os dois ocupantes é escasso e se o condutor tiver 1,80m ou mais, quem se sentar atrás dele não terá sítio para colocar as pernas. Mas é óbvio que este Mini JCW não serve para transportar famílias: o ideal são duas pessoas; num trajecto curto pode albergar quatro ocupantes.
Coração de leão
Este motor 1.6 a gasolina, fruto de uma cooperação entre a BMW e o grupo PSA, é muito versátil e pode ter várias potências e binários. A variante John Cooper Works, disponível nas seis carroçarias da gama Mini –Mini, Clubman, Cabrio, Countryman, Coupé e Roadster – com 211cv (218cv no caso do Clubman) é a segunda mais potente da gama, só superada pela do Mini John Cooper Works GP, uma edição limitada só disponível por encomenda. Para além de modificações no bloco 1.6 para lhe aumentar a potência e o binário, suspensão, travões e controlo de estabilidade também foram alterados para se adequarem a uma condução desportiva.