Fugas - motores

Novo Volkswagen Passat: Cansado? Pare e tome um café

Por João Palma

O novo Passat tem linhas clássicas, conservadoras até. A revolução está no interior, com novos sistemas para melhorar a segurança e conforto, como, por exemplo, um sistema de detecção de fadiga do condutor.

A Volkswagen acaba de pôr à venda em Portugal a sétima geração do seu modelo do segmento D, o Passat, nas variantes berlina (Limousine) e carrinha (Variant). No exterior, as diferenças são poucas, mantendo-se as linhas discretas e conservadoras. Por dentro, é um carro novo, com a introdução de novos dispositivos de segurança, auxílio à condução e de conforto, como um sistema de detecção de fadiga do condutor, de série a partir do nível Confortline. Os preços começam nos 29.552 euros.

Regista-se a introdução de um novo nível de equipamento, Sportline, a juntar aos 3 já existentes, posicionado entre o Confortline e o Highline (mantém-se o Trendline como entrada na gama).

Há poucas as alterações no design em relação ao anterior Passat. As mais marcantes são na frente, com nova grelha ao estilo dos mais recentes modelos da Volkswagen, novas ópticas com luzes de dia em LED e novo formato dos faróis de nevoeiro.

Os motores não são novos, mas todos (1.6 TDI 105cv, 2.0 TDI 140cv e 170cv) passam a dispor de tecnologia BlueMotion, com sistema Start & Stop de paragem e arranque automático do motor quando o veículo se imobiliza no trânsito, indicador de mudança de velocidade, recuperação da energia de travagem e pneus de baixa resistência ao rolamento, o que se traduz em reduções de consumo até 18 por cento. Nas tabelas de preços só há motorizações a gasóleo (está disponível por encomenda um 1.4 TSI, de 122cv, a gasolina). Para Julho de 2011, está prevista uma ligeira melhoria dos consumos e emissões do 1.6 TDI BM de 105cv, que passará a ter médias de 4,2 l/100 km e 109 g/km de CO2, valores relevantes para um veículo que pesa 1,5 toneladas.

Todos os Passat trazem de série uma caixa manual de 6 velocidades e os 2.0 TDI de 140 e 170cv podem ter uma caixa automática de dupla embraiagem DSG de 6 relações, que encarece em média o preço em mais 4500 euros e resulta em performances ligeiramente inferiores às obtidas com a caixa manual.

As maiores novidades verificam-se, porém, nos dispositivos introduzidos para melhorar a segurança e conforto da condução. De série (a partir do Confortline), só o sistema de detecção de fadiga do condutor, que, ao notar alterações no padrão de condução, emite um sinal sonoro e acende uma chávena no ecrã.

O programador/regulador de velocidade activo (ACC) tem agora 2 funções adicionais: Front Assist e City Emergency Braking. O Front Assist funciona, mesmo com o ACC desligado, entre os 30 km/h e os 200 km/h face a situações críticas, não só por meio de avisos visuais e sonoros como auxiliando na travagem do carro; o City Emergency Braking, abaixo dos 30 km/h, trava o veículo ou ajuda o condutor na travagem, prevenindo a colisão com obstáculos à frente.

O Park Assist estaciona automaticamente o carro não só em paralelo, mas agora também em perpendicular e requer menos espaço para o arrumar (mais 80 cm do que o comprimento do veículo). Por isso, apesar dos 4769 mm de comprimento, 2062 mm de largura e 1470 mm de altura na variante berlina e 4771 mm, 2062 mm e 1516 mm na carrinha, torna-se fácil estacionar. Outro dispositivo de conforto (só na berlina), associado à entrada sem chave, é o Easy Open: com as mãos ocupadas, basta passar um pé sob a traseira do carro e a bagageira abre-se.

A iluminação foi melhorada com o Light Assist (faróis de halogéneo) e o Dynamic Light Assist (faróis de bixénon) de regulação automática dos máximos e adaptação das luzes às situações de condução. Disponíveis estão também o Side Assist (detecção de veículos no ângulo morto de visão), o Lane Assist (aviso de mudança involuntária de faixa), a detecção de sinais de trânsito ou a câmara de visão traseira.

Tal como a anterior geração, esta, a sétima, obteve 5 estrelas nos testes do Euro NCAP, pelos mais recentes parâmetros, com 91 por cento na segurança dos ocupantes, 77 por cento nas crianças, 54 por cento nos peões e 71 por cento nos dispositivos auxiliares de segurança.

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