O Fluence Z.E. e o Kangoo Express Z.E. virão no Verão de 2011. O primeiro custará 21.620 euros (com benefício de 5000 euros incluído), a que acresce o aluguer mensal da bateria (79 euros com IVA incluído). O Kangoo Z.E. custará 20.000 euros mais 72 euros/mês do aluguer da bateria (valores sem IVA).
Ambos têm uma autonomia de 160 km (em ciclo misto, segundo os parâmetros do NEDC (New European Driving Cycle - Novo Ciclo de Condução Europeu). O Fluence ZE tem 90cv, 226 Nm de binário e atinge os 135 km/h; o Kangoo Express Z.E. tem 60cv, 226 Nm de binário e vai até aos 130 km/h. Em termos de desenho, estrutura, segurança, capacidade de carga e de passageiros são iguais aos seus irmãos com motores de combustão interna.
No final de 2011, será lançado o Twizy, um microcarro de dois lugares, em duas versões: uma que atinge os 75 km/h de velocidade máxima e 20cv, que requer carta de condução e outra com 45 km/h de velocidade máxima e 10cv, que dispensa a carta. Ambas as versões têm uma autonomia de 100 km (NEDC). O ZOE, um utilitário que chega no Verão de 2012, terá 80cv de potência, autonomia de 160 km (NEDC) e velocidade máxima de 135 km/h.
A Renault crê que há um grande mercado potencial para os carros eléctricos no transporte urbano e suburbano. Estudos a nível europeu mostram que 87 por cento dos condutores não fazem mais de 60 km por dia e 50 por cento não excedem os 20 km. Mesmo em viagens mais longas, 32 por cento não excedem os 150 km). Além disso, a tendência actual a nível mundial é a de as pessoas se concentrarem cada vez mais em núcleos urbanos: em 2007, era 50 por cento da população, em 2050, serão 70 por cento. No caso português, 7 milhões de pessoas vivem num raio de 50 km à volta de Lisboa e do Porto.
Sendo menos poluentes e mais económicos nos consumos, os veículos eléctricos terão que ter preços acessíveis, comparáveis com modelos equivalentes de motores de combustão interna, e uma rede de abastecimento eficiente para poderem ser uma alternativa a considerar. Assim, a Renault optou por uma política de aluguer das baterias, o componente mais caro. Deste modo, o Fluence ZE custa cerca de 5000 euros menos que o modelo a gasóleo e pode ainda beneficiar de incentivo ao abate (mantém-se para os carros eléctricos). Para uma utilização de 15.000 km/ano, somando ao preço do carro o do consumo de energia e do aluguer da bateria, só ao fim de 5 anos o Fluence ZE atinge o valor do modelo a gasóleo.
Outro ponto é a rede de abastecimentos e aqui Portugal é pioneiro a nível mundial. Neste momento já estão instaladas 200 tomadas de carga lenta (cerca de 6 horas para a carga de 0 a total nos modelos Renault) e 7/8 de carga rápida (80 por cento em 30 minutos). No final de 2011, serão 1300 tomadas de carga lenta e 50 de carga rápida em 25 cidades de todo o país, com o número sempre a aumentar. Há uma única entidade gestora, a MOBI.E e os clientes disporão de um cartão tipo Multibanco, para pagar os carregamentos. Os clientes poderão, via sistema de navegação e telemóvel ver quais as tomadas mais próximas e reservá-las. A carga rápida, além de muito mais onerosa, deve ser usada como emergência porque encurta a vida útil da bateria. A Renault terá um programa de recolha e reciclagem das baterias usadas de ião-lítio (o lítio é 99 por cento reutilizável).
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