Fugas - motores

Mazda 3 com 1.6 diesel renovado: Mais carro pelo mesmo preço

Por Mariana Correia Pinto

Mais potência e binário. Menos emissões e consumos. O mesmo preço e um filtro de partículas sem manutenção. A estratégia da Mazda para o renovado motor 1.6 diesel da gama 3 tem tudo para dar certo. A Fugas já experimentou e notou melhorias

Quantas alterações são precisas para que a transformação num motor seja significativa? A renovada versão 1.6 diesel do Mazda 3 responde: não muitas, desde que sejam assertivas. Troca-se uma caixa manual de cinco velocidades por uma de seis, aumenta-se seis cavalos à potência (são agora 115cv) e 30 Nm ao binário (são 270 Nm).

Isto chegaria para se sentirem mudanças a bordo, mas há mais pormenores. Mantendo o bloco de 1,6 litros de origem PSA Peugeot Citroën, a marca nipónica conseguiu obter um motor mais leve (poupa 4 kg) e com menor fricção. O sistema common-rail surge agora com injectores piezo, que introduzem o combustível a uma pressão de 1600 bar. Resultado? Binário mais elevado, consumos e emissões mais reduzidas. Falando nisso, com consumos de 4,4 litros aos 100 km e emissões de CO2 de 117 g/km, o Mazda 3 cumpre as normas ambientais Euro 5.

Sem serem colossais, as alterações introduzidas pela Mazda são suficientes para resolver aquele que talvez fosse o grande problema do anterior motor: o desempenho em percurso citadino. A caixa de seis, suficientemente rápida, é uma opção mais do que acertada e contribui para o ganho de força nos regimes baixos e médios, tornando a condução mais suave e relaxada.

A Mazda sabe o potencial que um diesel de média cilindrada tem no mercado português e, talvez por isso, a aposta neste motor é grande. Com todas as alterações já referidas, a marca consegue manter o preço anteriormente praticado (22.954 euros na versão mais básica) e mostra-se ainda preocupada em diminuir os custos de manutenção com a introdução de um novo filtro de partículas diesel (DPF) sem manutenção. O aditivo que era necessário para ajudar a queimar as partículas desaparece: o novo motor conta com um catalisador de oxidação que lhe permite operar sem aditivos.

Já em comercialização, o Mazda 3 surge apenas na variante de cinco portas e com três níveis de equipamento: comfort, exclusive e sport, que variam entre os 22.954 na versão base e os 27.074 euros na mais sofisticada. No aspecto exterior e interior não há mudanças a registar: mantém-se a aparência robusta, um espaço simpático (suficiente para funcionar como um familiar) e um interior em estilo desportivo-sofisticado, com uma boa selecção de materiais e um tablier de formato curvo, com o computador de bordo (e GPS, para quem incluir esse extra) a surgir a um nível mais elevado, numa espécie de estratégia anti-distracções.

Com a exclusão do motor diesel 2,2 litros - por razões óbvias de falta de mercado -, o Mazda 3 passa a contar com três versões a gasolina e apenas uma a gasóleo, tornando o 1.6 diesel uma espécie de aposta one shoot da marca. É o tudo ou nada, num tipo de motorização (diesel) que ainda representa apenas cerca de um terço das vendas da Mazda a nível mundial.

--%>