Fugas - motores

Seat reforça gama de motores em quatro modelos: Ibiza recebe 1.2 TSI de 105 cavalos

Por Mariana Correia Pinto

A Seat pegou em quatro modelos e deu-lhes três novos motores. Todos conseguem melhores consumos e menos emissões, mas nem todos prometem ser grandes sucessos em Portugal. A Fugas dá nota positiva ao Ibiza, Altea e Leon e nota o esforço da marca para tornar o Exeo mais competitivo

A Seat reforçou o leque de motorizações disponíveis para o Ibiza, Leon, Altea e Exeo. Quatro modelos, três novos motores, já que o Leon e Altea recebem o mesmo engenho. Comecemos pelo Ibiza, porque este era já um momento algo aguardado pelos seus adeptos: o dia em que o grupo Volkswagen presenteia o utilitário da Seat com a sua mais recente coqueluche - o motor a gasolina 1.2 TSI, de 105cv. É o adeus ao veterano 1.6 (também de 105cv) e mais um olá à tecnologia Ecomotive, a abrir caminho para consumos bem mais simpáticos.

Este é, na verdade, um motor já com algumas provas dadas - que o diga o VW Golf , por exemplo -, que deixa os números falar por ele: são 105cv de potência e um binário máximo de 175 Nm conseguido desde as 1550 rotações por minuto (mantém-se constante até às 4100 rpm), que conseguem uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 9,8s (10,2 no Ibiza ST).

A grande notícia é que, além da comodidade significativa a bordo, estas alterações significam um consumo misto de 5,1 litros aos 100 km, com emissões de CO2 de 119 g/km - isto para os três modelos propostos: a berlina de 5 portas, o desportivo SC e a carrinha ST. A caixa manual de 5 velocidades (com função Start & Stop) é rápida e eficaz, mas é a DSG de sete velocidades (com dupla embraiagem) que mais impressiona.

O motor que se segue chega para os modelos Altea e Leon. Um 2.0 TDI de 140cv, com sistema common-rail, que consegue uma impressionante melhoria nos consumos e emissões, quando comparado com a anterior versão sem tecnologia common-rail: no pequeno familiar Leon são 4,8 l/100 km de consumo misto (contra os 5,6 anteriores) e 125 g/km em emissões de CO2 (face às anteriores 147); já no monovolume Altea conseguem-se 4,9 l/100 km (em vez dos anteriores 5,9) e 129 g/km em emissões de CO2. Continuam a estar disponíveis com as caixas manuais de seis ou DSG.

A aposta número três é o Exeo, apesar de um motor 1.8 TSI de 120cv, a gasolina, não ser, previsivelmente, o mais popular em Portugal. É pouco provável que a aposta nesta motorização seja significativa, visto que os clientes deste segmento preferem, claramente, soluções a gasóleo (veja-se o exemplo do futuro VW Passat, que apenas será comercializado em Portugal com propulsores diesel). No entanto, ainda assim, saliente-se o esforço da Seat em conseguir um preço final apelativo.

O Exeo propõe um sucessor mais capaz para o 1.6 de 102cv, com melhores prestações e consumos. Anunciado pela Seat como um modelo com tecnologia de vanguarda, o Exeo consegue agora menos três por cento no consumo misto, que passa a ser de 7,3 litros aos cem (7,4 no caso da Exeo ST), e emissões de CO2 de 169 g/km (eram 175 no modelo anterior). É notável a diminuição do ruído e das vibrações a bordo, assim como a superior capacidade de aceleração (10,6s dos 0 aos cem, quando eram 12,6s).

No ano em que a marca espanhola, líder de vendas no país vizinho, sopra as 60 velas, dá mais um passo na estratégia que tem sido semelhante a todas as marcas: a de conseguir carros com menores consumos e mais amigos do ambiente.

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