Fugas - motores

Opel Meriva: Flexibilidade também nos motores

Por Mariana Pinto

A habitabilidade era já uma assinatura firmada pela segunda geração do Meriva. Agora, o pequeno monovolume da Opel apresenta motores a diesel mais económicos e ecológicos. Não é propriamente um carro de emoções fortes, mas é competente, como um familiar tem de ser.

A palavra entrou para o dicionário da Opel e tornou-se uma espécie de imagem (ou palavra) de marca. Flex. Que é como quem diz, flexibilidade. Ou versatilidade. Na segunda geração do Meriva, já o tínhamos ouvido em relação ao espaço, às portas, à ergonomia - e agora chegou também aos motores: o Meriva ecoFlex, versão de carácter ambiental da Opel, já à venda em Portugal, vem substituir o anterior modelo (de 75 cv) e, como suplente, não é difícil adivinhar que será daqueles jogadores de banco que rapidamente passam à titularidade.

O 1.3 CDTI ecoFlex é mais potente (95 cv), mais económico (consumo misto de 4,5 litros aos 100) e mais ecológico (emissões de CO2 de 119 g/km, uma redução de 11,2 por cento). Ou seja, foi para a "titularidade" que a marca o "treinou", em Espanha, onde é construído: apresenta controlo de combustão em circuito fechado (é a primeira vez que uma marca aposta nisto com um motor de tão baixa cilindrada), turbo de geometria variável e admissão de ar ajustável. Resultado? Menor gasto de combustível, menos ruído e vibração e menores emissões poluentes. Alem disso, o ganho de potência (20cv) confere ao ecoFlex performances respeitáveis, tanto em cidade como em estrada, com preços que se iniciam nos 19.950 euros.

Ainda assim, sejamos realistas, não será propriamente pela potência do ecoFlex que os consumidores se deixarão convencer. Mas a marca alemã também parece ter imaginado isso: para os que pensam que um motor 1.3 de 95cv é coisa de meninos, venha daí a segunda opção diesel do Meriva: o 1.7 CDTI de 130cv apresenta potência e binário mais elevados, enquanto consegue reduzir as emissões de CO2 (138 g/km), os consumos (5,2 l/100 km), os ruídos e vibrações. Isto em relação ao anterior nível de potência (125cv). O topo de gama do pequeno monovolume da Opel é o primeiro motor da marca com sistema de gestão Diesel D1, o que significa que a performance conseguida nos primeiros quilómetros de estrada está assegurada por mais tempo. Pena é que a inclusão da tecnologia start/stop só esteja prevista para a próxima versão.

Os que já foram anteriormente apresentados à segunda geração do Meriva que nos perdoem a repetição, mas há coisas que têm de ser ditas. Lembra-se da palavra mágica da Opel, Flex? Vamos às variantes. FlexSpace: o que significa, "faça do seu carro o que quiser porque quase tudo é possível". Desloque os bancos traseiros, passe de quatro a cinco lugares (ou vice-versa), opte por uma verdadeira viagem em primeira classe no modo "Lounge".

FlexDoors: a abertura antagónica das portas traseiras não é apenas uma opção estética, aumenta o ângulo de abertura e torna a entrada no automóvel mais cómoda. A habitabilidade já elogiada e os muitos (32!) espaços de arrumação conseguem-se com a ajuda do sistema FlexRail - módulos de arrumação intercambiáveis, que deslizam entre os bancos da frente (o travão de mão tradicional é substituído por um electrónico). E ainda, FlexFix (opcional), o porta-bicicletas que desliza do pára-choques traseiro, a pensar na comodidade dos mais desportistas. Agora, o conceito Flex da Opel chega aos motores diesel. É neles que a marca acredita que se centrará grande parte do volume de vendas do Meriva nos países europeus. Nos primeiros dois meses, houve 60 mil encomendas.

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