"Nunca me senti muito confortável na estrada e penso que, comigo ao volante, os outros também não", confessa a eurodeputada do Bloco de Esquerda. "Não cheguei a criar uma condução natural. Mas respeito muito quem tem esse talento".
Não tem qualquer viatura. Os carros que conduziu, um Rover antigo e um Fiat Punto, não eram seus. Acabou por optar pelos transportes públicos. "Quase poderia dizer que o carro dos meus sonhos é o comboio", atira. Mas não é bem assim. A Renault 4L mora nas suas recordações. Carro associado às noitadas, que transportava a juventude de então, o automóvel da sua geração. "Sempre gostei muito do modelo, era o nosso carro das saídas e que marcou a minha adolescência", explica. Hoje, anda de carro apenas como passageira. E só há uma coisa que lhe provoca confusão. "A condução muito próxima do carro da frente", revela a socióloga.
Viaja imenso em transportes públicos e, como frequentadora habitual, tem alguns reparos a fazer. Ausência de horários tardios para Porto, Lisboa e Coimbra e partidas mais cedo para a cidade nortenha. Marisa Matias defende que há sempre melhorias a fazer na rede nacional de transportes públicos, ao nível de infra-estruturas e ligações, mas, mesmo assim, mostra-se satisfeita com a qualidade e capacidade de resposta dos autocarros e comboios que circulam pelo país. Sem chave na mão, está constantemente condicionada aos horários estabelecidos por terceiros. Nada que lhe tire o sono. O tempo pode ser aproveitado para trabalhar e sem semáforos que a atrapalhem.
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