Qualidade, pureza e eficiência. São estas as três características principais que a Peugeot atribui ao 508, cuja comercialização em Portugal tem início na Primavera de 2011. O novo modelo da marca francesa, que vem substituir o 407, estará inicialmente disponível nas carroçarias berlina e SW (carrinha).
Duas variantes do motor 1.6 com caixa de velocidades pilotada, manual ou automática e com potências que variam entre os 120 e os 156cv são as ofertas da Peugeot para as versões a gasolina. Já a diesel, são quatro as hipóteses de escolha: 1.6 HDi com 112cv e caixa de velocidades manual ou pilotada; o 2.0 HDi com 140cv e caixa manual ou com 163cv e caixa automática. Com o mesmo tipo de caixa de velocidades, a oferta a diesel mais potente é o motor 2.2 HDi com 204cv.
O Peugeot 508 é o primeiro carro da marca francesa a incorporar a tecnologia e-HDi (maior redução de consumos e emissões), que inclui um sistema Stop&Start de nova geração. Esta tecnologia permite conjugar o controlo do consumo e das emissões de CO2 (até menos 15 por cento em cidade) sem beliscar o prazer de utilização.
A tecnologia "Head-Up Display", a cores, a climatização em quatro zonas, o acesso e arranque "mãos livres" contribuem para o ambiente topo de gama do habitáculo. O grande conforto e o enorme espaço proporcionados pelo 508 fazem com que cada passageiro beneficie de um tratamento privilegiado. Na SW, o prazer que se desfruta a bordo ainda melhora com um tejadilho panorâmico em vidro.
Seguindo na mesma linha do habitáculo, o compartimento de bagagens tem grande capacidade de arrumação, apresentando um volume de 545 litros na berlina e 660 litros na SW. Esta capacidade ainda pode, num simples gesto, ser aumentada com o rebatimento dos bancos. O volume atinge, desta forma, 1581 litros na berlina e 1865 na SW.
O 508 é um carro ligeiramente maior do que o seu antecessor. Tem mais 10,1 cm do que o 407, no caso da berlina, enquanto no caso da SW, o acréscimo é de 4,8 cm. Ora, este aumento das dimensões permitiria, num raciocínio imediato, concluir que o 508 é mais pesado do que o 407. Mas não. De uma geração para a outra verifica-se uma diminuição de peso em ambos: a berlina acusa menos 35 kg e a SW menos 45. Este decréscimo relativamente ao 407 trouxe ao 508 vantagens nos consumos, mas também na segurança passiva (emprego de aços de maior resistência) e nas performances dinâmicas da viatura.
A partir de 2012, a tecnologia Hybrid4 será introduzida no 508. Com um motor térmico diesel HDi à frente e um motor eléctrico na traseira, esta tecnologia permitirá uma potência de 200cv e quatro rodas motrizes. No entanto, apesar destas características, as emissões de CO2 não deverão superar 99g/km.
iOn custará 31.000 euros
É o primeiro carro 100 por cento eléctrico de nova geração que a Peugeot vai comercializar. Baseado no Mitsubishi i-Miev, este "amigo do ambiente" chega a Portugal em Fevereiro e, além de não emitir poluentes directamente, as suas principais características são o silêncio e a facilidade de condução. Um dos seus calcanhares de Aquiles é o preço: apesar da ajuda estatal de cinco mil euros, o eléctrico da Peugeot não será para todas as carteiras já que o custo total ascende a 31 mil euros.
Graças à optimização da recuperação de energia, tanto na desaceleração como na travagem, a autonomia anunciada pela marca atinge os 150 km. Uma recarga completa da bateria de iões de lítio - responsável também pela climatização e aquecimento do habitáculo - demora seis horas com uma tomada doméstica clássica. Um tipo de recarga mais rápida com uma tomada específica permite reabastecer 50 por cento da bateria em apenas 15 minutos ou 80 por cento em meia hora. Apresenta um custo de utilização entre 1,5 e 2 euros por cada 100 km, qualquer que seja o modo de recarga utilizado.
Os 64cv do motor eléctrico conferem ao iOn uma velocidade máxima de 130 km/h, levando 15,9s dos 0 aos 100 km/h. E, sempre que necessário, um apoio forte sobre o acelerador permite uma aceleração rápida e linear.
Como equipamentos de série, o iOn traz seis airbags (dois frontais, dois tórax e dois cortina), controlo de estabilidade (ESP), repartidor electrónico de travagem e assistência à travagem de emergência. Além disso, o condutor tem acesso aos serviços Peugeot Connect (disponível a partir de Abril de 2011), integrando o Peugeot Connect SOS e o Peugeot Connect Assistance. Estas funcionalidades colocam os ocupantes da viatura em contacto com a plataforma de urgência, na sequência do disparo dos elementos de segurança ou do accionamento do botão SOS.
No posto de condução, são notórias as diferenças para um veículo convencional. No iOn, um indicador no painel que mostra instantaneamente o nível de consumo ou recuperação de energia, quando o condutor levanta o pé do acelerador ou trava.
Com uma distância entre eixos de 2,55 metros e uma arquitectura elevada, o iOn permite que quatro adultos encontrem lugar confortável a bordo. É um carro compacto - 3,48 metros de comprimento e 1,47 de largura -, e facilmente manobrável, fruto dos 4,5 metros do raio de viragem e da sua direcção de assistência eléctrica.
3008 Hybrid4 gasta 3,8 litros
É o primeiro veículo Full Hybrid diesel no mundo. O 3008 Hybrid4 da Peugeot conjuga um motor térmico (2.0 HDi de 163cv, localizado na parte dianteira do carro) com um motor eléctrico (situado na parte de trás), cuja capacidade máxima é de 37cv. Esta associação do diesel e da electricidade permite quatro rodas motrizes, 200cv de potência e um consumo de 3,8 litros/100 km com emissões de CO2 a partir de 99g/Km, o que representa um decréscimo de 35 por cento nos custos com combustível.
O condutor deste crossover tem quatro modos de condução à escolha: ZEV (apenas modo eléctrico), 4WD (4 rodas motrizes), Sport e Auto (a electrónica gere automaticamente o conjunto do sistema). A possibilidade de circular apenas em modo eléctrico confere ao carro silêncio de funcionamento.
Tal como o 508, o 3008 Hybrid4 também está equipado com a tecnologia Stop&Start que, neste caso, permite a hibernação do motor térmico durante as fases de paragem. Este sistema faz com que o carro tenha ganhos significativos de consumo e de emissões em condições urbanas. Chega ao mercado europeu na Primavera de 2011.