O anúncio de um conjunto de alterações condiciona um modelo? A resposta afirmativa resulta das modificações se reflectirem na prometida melhoria do conforto e qualidade geral. No entanto, o "fim de carreira" de um carro também pode servir para se conseguir algum equipamento extra nas promoções de transição entre duas séries.
Não será o caso do Tiguan a VW admite só dispor de veículos em fábrica, que vai benefi ciar de uma actualização visual mais de acordo com o estilo actual da marca. Porém, continuará a identificar-se com o modelo lançado em 2007 e pode haver até quem prefi ra as linhas entretanto ligeiramente retocadas da actual versão. No essencial, este SUV preservará a imagem de "irmão mais novo" do Touareg.
O Tiguan proporciona boa habitabilidade, também atrás, apesar do mais evidente desafogo para os ocupantes da frente. A posição ao volante, por um lado é muito próxima de um citadino, por outro permite olhar de cima para o tráfego envolvente. Isto com a vantagem adicional de pagar apenas classe 1 nas auto-estradas. Os 470 litros da capacidade da bagageira podem ser expandidos até 1510 com o rebatimento do banco posterior.
A motorização a gasolina de entrada na gama Tiguan consiste no 1.4 litros TSI, com injecção directa de gasolina e 122cv. Este bloco de quatro cilindros, acoplado a uma precisa transmissão manual de seis velocidades, só pode dispor de tracção dianteira, ao contrário da versão de 150cv deste mesmo motor, que pode ter a repartição da força motriz pelos dois eixos. As duas rodas motrizes ampliam a vocação para um uso mais estradista e revelam-se muito pouco eficazes para uma utilização em percursos fora do asfalto, principalmente sobre lama.
O motor, de funcionamento suave e silencioso, mostra-se à altura da maioria das solicitações, lidando bem com o peso da carroçaria em estrada aberta. Só exibe alguma limitação para vencer a inércia inicial. A suspensão, que filtra com eficácia os pisos mais degradados, apresenta-se num bom plano em trajectos mais sinuosos. O sistema Start Stop, incluído no pacote de tecnologia BlueMotion, ajuda a conter os consumos de combustível. A paragem automática pode ser desligada para evitar que se "engasgue" em manobras que exigem uma rápida resposta da transmissão e da embraiagem.
Esta motorização só conta com os níveis de equipamento Trend e Sport. O nível de entrada, a partir de 26.400 euros, possui os principais itens de conforto e segurança. A versão Sport, por pouco mais de três mil euros, acrescenta um conjunto de mordomias que fazem diferença, como os sensores de estacionamento e de chuva, jantes em liga leve de 18 polegadas e espelhos eléctricos e rebatíveis. O pré-equipamento telefónico Bluetooth (462 euros) e as luzes diurnas (36 euros!), na unidade ensaiada, são pagos à parte.
FICHA TÉCNICA
Mecânica
Motor: 1390cc, 4 cilindros em linha, gasolina
Potência: 122cv às 5000 rpm
Binário: 200 Nm entre as 1500 e as 4000 rpm
Transmissão: dianteira, manual 6 veloc.
Veloc. Máxima: 184 km/h
Aceleração 0 a 100 km/h: 10,9s
Consumo médio: 6,5 1/100 km
Emissões CO2: 152 g/km
Preço: A partir de 29.625 euros