Apesar de encarar o veículo como um simples meio de transporte, tem uma estética bem definida. Ainda se lembra do carro de infância preferido, um Ford Escort descapotável, oferecido pelo pai. E confirma que o carro, de brincar, "era made in Italy, não na China." Confessa que até gostaria de ter um Mercedes de "80, 80 e tal, 90". Não sabendo especificar o ano ou o modelo, tenta descrever a forma do carro de sonho: "Aqueles todos quadrados, todos pretos", ri-se.
Pegando neste modelo, o carro ideal aliaria a forma antiga às energias renováveis, o que daria algo como um Mercedes 300 D movido a energia solar ou eólica. Mas desenganem-se os que consideram que se trata de uma preocupação ambiental. Vasco declara que o objectivo, essencialmente, "seria não pagar às gasolineiras." E pergunta: "Um modelo antigo movido a vento é uma utopia incrível, não é?"
Já Falâncio, a personagem de óculos redondos, boina e guitarra ao peito que interpreta, elegeria um Ferrari ou um Rolls-Royce. "Um Ferrari para sair com a amante e o Rolls-Royce para a mulher e filhos", especifica.
Vasco assume-se como um condutor "muito calmo, sem stresse." E questiona por que é que as pessoas terão que se irritar ao volante. Portanto, continuará a sua marcha lenta, "enquanto os outros apitarão sem parar." E peripécias ao volante? Voltamos ao Ford Fiesta vermelho, estacionado algures na Amadora. "Estava a ter uma experiência sexual no carro e tive uma pistola apontada por um assaltante", recorda. No final, entregou o dinheiro e vestiu "o que faltava vestir." Fica o seu conselho final: "Se conduzir, não beba e não fume charros."