Mas nada disso se compara a uma das piores experiências que já teve ao volante. "Quando tinha 20 anos, com carta de condução há pouco tempo, tive um acidente, com culpa, que me marcou. Fiquei com algum receio depois e aprendi a ser mais cautelosa", reconhece.
A jornalista ainda se lembra do primeiro automóvel em que andou, o dos pais, um Datsun 1200, que lhe traz recordações. "Era muito velho, andava bastante. Lembro-me do meu pai tapar um buraquinho no carro", conta. A característica mais caricata deste veículo, segundo Ana, era o facto de que, "quando lhe tiravam a chave, continuava a trabalhar".
Mas o acontecimento mais engraçado de que se lembra ao volante aconteceu num dia de chuva torrencial. "Ia para a faculdade e, como estava a chover, e eu estava de sapatos, achei melhor levar umas botas num saco. No caminho, estava parada na auto-estrada, numa grande fila, e decidi desligar o carro e trocar ali os sapatos pelas botas. Quando olhei para o lado, vejo uma roda de camião enorme e um senhor a observar estupefacto a minha manobra ao volante", recorda, entre risos.