O problema tem sido calcular pequenas distâncias, num carro que não é muito grande nem muito pequeno. E é a pintura que sofre com as manobras mal calculadas.
"Já pintei os pára-choques umas quatro vezes", confessa. Decidiu colocar sensores no Mazda, mas, mesmo assim, já chocou contra uma boca-de-incêndio. Tirando estes pequenos contratempos, o cadastro do apresentador e vocalista da banda Pólen, está limpo: sem acidentes nem multas. "Sou um condutor muito pacífico, detesto velocidades, sou muito tranquilo", garante. O respeito pelos limites de velocidade e a condução segura têm-lhe poupado sustos maiores na estrada.
Com tantos quilómetros os afazeres profissionais significam, por vezes, percorrer o país de lés-a-lés -, Hélder Reis já gostou mais de conduzir do que agora.
"Por semana, faço milhares de quilómetros e prefiro ir ao lado do condutor", diz. Tempo que rentabiliza a responder a e-mails, atender telefonemas e a preparar o programa do dia. Não é obcecado com a viatura, mas não descura as suas necessidades.
"No que é importante, sou extremamente brioso." A hora da revisão não lhe passa ao lado.
Tirou a carta de condução em 1999 e, um ano depois, comprou um Peugeot 106, em segunda mão, num stand de rua. "Gostei muito dele." Apetrechou-o com um equipamento que considera fundamental: umas boas colunas de som. Ainda hoje assim é: há CD que entram no carro e não saem de lá.
Nem sequer chegam às prateleiras lá de casa.