O Q3 tem a silhueta e o design semelhante aos maiores SUV (Sports Utility Vehicle) da Audi, o Q5 e o Q7. A marca premium do grupo Volkswagen limitou-se, portanto, a reduzir-lhe as dimensões. O resultado é um veículo compacto, elegante e desportivo, que concentra as qualidades mecânicas e de acabamentos da linha Q da Audi.
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O lançamento é em Outubro, com um só nível de equipamento e três motorizações (uma a gasóleo e duas a gasolina). Em Dezembro, surgirá a variante que vai constituir o grosso das vendas, com motor 2.0 TDI de 140cv, a gasóleo.
No arranque, estarão disponíveis as versões a gasolina 2.0 TFSI quattro com 170cv e caixa manual de 6 velocidades (42.000 euros); 2.0 TFSI quattro com 211cv e caixa automática S tronic de dupla embraiagem e sete relações (48.500 euros); e a motorização a gasóleo 2.0 TDI quattro com 177cv e caixa S tronic (51.000 euros). Todas com tracção integral. O 2.0 TDI a gasóleo, com 140cv, caixa manual de 6 velocidades e tracção dianteira, que será lançado no último mês do ano, pelo preço (40.000 euros), consumos e emissões (5,2 l/100 km e 135 g/ km de CO2, dados do construtor), será a versão mais atractiva para o mercado português.
A Fugas, durante a apresentação internacional do Q3, teve oportunidade de conduzir, num percurso curto e urbano, uma variante mais musculada deste SUV, dotada de um motor 2.5 TFSI, a gasolina, de 5 cilindros e 300cv, uma versão menos potente do propulsor de 340cv que equipa o Audi TT RS, acoplado à caixa S tronic de sete relações. Nessa curta experiência, só foi possível comprovar a capacidade de aceleração e de arranque, bem como a forma superior como o carro ataca subidas íngremes e sinuosas. Não há ainda data prevista para a comercialização desta versão. Para o nosso mercado, ainda se coloca a hipótese de, futuramente, o Q3 poder ser equipado com o motor 1.6 TDI, a gasóleo, de 105cv, já usado em vários modelos do grupo Volkswagen.
O novo SUV da Audi mede 4385 mm de comprimento, tem 1831 mm de largura e 1590 mm de altura. Graças à utilização de alumínio e aços leves na sua construção, pesa apenas 1445 kg. Isto sem prejuízo da segurança que lhe é conferida por uma estrutura rígida e preparada para suportar embates. Com um CD de 0,32, sistema de Start & Stop e de recuperação de energia na travagem em todos as versões, apresenta níveis comedidos de consumos e emissões, com destaque para o 2.0 TDI de 140cv.
A qualidade de construção e acabamentos está ao nível da Audi, o habitáculo é mais espaçoso à frente do que atrás, a instrumentação é completa, de funcionamento simples e intuitivo. A mala tem 460 litros (1365 litros com os bancos traseiros rebatidos).
O equipamento de série inclui jantes em liga leve de 17 polegadas, kit de reparação de pneus, retrovisores exteriores eléctricos aquecidos, seis airbags (frontais, laterais dianteiros e de cortina), auxílio ao arranque em subida, travão de estacionamento eléctrico, sistema Isofix, programa electrónico de estabilidade (ESP) com bloqueio electrónico do diferencial, computador de bordo, climatizador de duas vias, leitor de cartões SD, rádio Concert com ecrã de 6,5 polegadas, leitor de CD e MP3 e conexão Bluetooth, regulação do volante em altura e profundidade, luzes diurnas, etc. Para além disto, a Audi admite vir a introduzir um sistema de assistência em descidas. Isto porque o Q3, embora vocacionado para o asfalto, também apresenta algumas qualidades para condução fora de estrada de baixa/ média dificuldade.
A lista de equipamento opcional é extensa. Destaque para a iluminação adaptativa, o assistente de máximos, faróis de xénon, programação/regulação automática da velocidade (cruise control), sensores de luz e de chuva, sensores de estacionamento à frente e atrás com câmara atrás, sistema de parqueamento semiautomático longitudinal e perpendicular com visão periférica, reconhecimento de sinais de trânsito, aviso de aproximação de veículos em ângulos mortos e de mudança involuntária de faixa, tecto de abrir panorâmico, sistema MMI de navegação e o Audi Drive Select.
O Audi Drive Select, acoplado à caixa S tronic, permite optar entre quatro modos de condução: Comfort (confortável); Auto (automático); Dynamic (desportivo); e Effi ciency (eficiente). A assistência da direcção, a resposta do acelerador, o funcionamento do climatizador, o amortecimento e a programação da caixa automática variam de acordo com o modo escolhido. No modo Effi ciency, se se levanta o pé do acelerador em descidas, a caixa desembraia automaticamente (é como se se pusesse em ponto morto); se se carrega no travão, engrena uma mudança inferior para ajudar a travar com o motor.