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Por toda a gama foram ainda acrescentadas mais-valias a nível de segurança

Por toda a gama foram ainda acrescentadas mais-valias a nível de segurança DR

Volvo torna topos de gama mais competitivos com S80 D5 a gastar 4,9 litros

Por Carla B. Ribeiro

Motorizações aperfeiçoadas, menos consumo e emissões reduzidas. A Fugas participou na apresentação dos renovados XC70, V70 e S80, apostando na modernização dos seus topos de gama e no reposicionamento da marca sueca na luta dos preços: surgem em Setembro cerca de mil euros mais baratos.
Primeiro, testou-as nos XC60 e V60. E com sucesso. Agora, a Volvo avança com as novas tecnologias apresentadas há um ano e com aperfeiçoadas versões dos motores D5 e D3 para a sua gama mais alta. 
 
XC70, V70 e S80 apresentam-se revistos em alta com o motor D5 de 2.4 litros a chegar com 215cv de potência e um binário de 440 Nm. Ou seja, mais 10cv e 20 Nm do que a versão anterior, sendo que o consumo caiu cerca de oito por cento — isto, desde que com caixa manual; com caixa automática, consumos e emissões disparam, até porque o sistema start&stop, que reinicia o motor através da pressão do pedal de embraiagem, só será disponibilizado nos modelos de caixa automática a partir do Outono.
 
Não é por isso à toa que a marca lance o S80 D5 com caixa manual (e sistema start&stop) como exemplo supremo de poupança: consome 4,9 litros/100 km em circuito misto e emite 129g de CO2 por quilómetro, tal como o mais comedido D3, com 163cv e um binário de 400 Nm, num motor de dois litros, sendo que a marca garante ter conseguido melhorar a sua condução através de pequenos ajustes, nomeadamente ao nível da combustão. Note-se que o S80 D5 consegue igualar o consumo médio dos reputados Audi A6 2.0 TDI e BMW 520d e supera, por pouco, o Mercedes E 250 CDI (5,0 litros), mas com a vantagem de ser o mais potente dos quatro.
 
Tanto na V70 como na XC70, servidas pelas mesmas motorizações, os consumos são ligeiramente superiores (5,1 e 5,6 litros, respectivamente, no caso do D5 e 5,5 em ambos com o motor D3) como acontece com as emissões: os D5 apresentam valores de 134 (V70) e 149 (XC70) e os D3 144 g/km em ambos os casos.
 
A diferença que provavelmente mais agradará ao mercado português chega com o DRIVe aplicado à V70: o motor turbodiesel 1.6, de quatro cilindros, apresenta valores de emissões dentro das normas Euro V (119 g/km), que já lhe valeu há um ano cinco estrelas no teste ecológico do clube automóvel alemão ADAC, surgindo agora com mais potência — passou de 109 para 115cv —, sabiamente gerida por uma caixa de seis em vez de cinco velocidades. A força máxima manteve-se nos 270 Nm, garantindo alguma desenvoltura à condução.
 
Por toda a gama foram ainda acrescentadas mais-valias a nível de segurança, com a integração de série do City Safety System para prevenir pequenos toques, que empatam por vezes mais do que estragam, quando a diferença de velocidade entre os dois carros é inferior a 15 km/h. Caso a diferença de velocidade se situe entre os 15 e os 30 km/h, então o sistema minimiza o impacto. Já o processo de detecção de peões — o carro, até 35 km/h, trava sozinho e com toda a força sempre que identifique um peão à sua frente e depois de um primeiro aviso ser ignorado pelo condutor — pode ser adquirido como extra, tal como o cruise control adaptável, apenas disponível nas versões com caixa automática, que mantém, entre os 0 e os 200 km/h, uma distância de segurança do veículo da frente.
 
Todos estes sistemas podem ser comandados e controlados através do Volvo Sensus, disponível em ecrã a cores de cinco e sete polegadas, posicionado quase ao nível dos olhos do condutor. 
Nele, através da função My Car, controlam-se sistemas e níveis de sensibilidade dos mesmos, luzes, áudio, climatização, etc. Com o ecrã de sete polegadas pode ser ainda adquirido o sistema de navegação que permite a ligação por Bluetooth ao telemóvel (permitindo não só chamadas como o download de músicas) ou a aquisição da aplicação móvel para iPhone ou Andróides e que permite uma série de comandos à distância — verificar se as portas ficaram fechadas, encontrar a viatura à distância de uma buzinadela ou confirmar a “saúde” do carro são apenas algumas das possibilidades que, para já, ficam de fora do mercado português. Segundo a Volvo, poderão chegar até ao final do ano se a marca chegar a acordo com alguma operadora móvel, como já acontece noutros países.
 
No habitáculo, qualquer um dos três modelos prima pelo conforto, apresentando-se com ligeiras alterações quer nos materiais quer no design. Particularmente nos S80 Executive e V70 R-Design. Ambos mantêm as suas características-base, juntando-lhes uns pozinhos de extravagância e de espírito desportivo. No S80, a sua habitual discrição é presenteada com um painel em pele, assentos com função de massagem e tapetes extragrossos, além de uma pré-instalação de um minibar nos lugares traseiros. A familiar V70, que instala confortavelmente cinco passageiros, apresenta-se na versão R-Design com uma aparência um pouco mais agressiva garantida por uma série de detalhes no desenho da sua frente, nas luzes de mudança de direcção agora em LED e integradas nos espelhos e nas novas jantes em forma de diamante de 18 polegadas.
 
No que diz respeito a preços, estes foram revistos em baixa, muito por causa da redução de emissões e consequente imposto, e obedecendo à política da marca sueca de se reposicionar a este nível: os três modelos começam a chegar ao mercado luso em Setembro — embora já sejam aceites encomendas — por menos cerca de mil euros: a V70 chega a partir de 39.450, o S80 desde 44.585 e o XC70 começa a ser comercializado nos 50.825


Versões Vel. Máx. C. Médio Emis. CO2 Preço
S80 D3 163cv 215 km/h 4,9 l/100 km 129 g/km €44.585
S80 D5 215cv 230 km/h 4,9 l/100 km 129 g/km €58.490
V70 DRIVe 115cv 190 km/h 4,9 l/100 km 119 g/km €39.450
V70 D3 163cv 210 km/h 5,5 l/100 km 144 g/km €47.370
V70 D5 215cv 225 km/h 5,1 l/100 km 134 g/km €61.220
XC70 D3 163cv 4x2 205 km/h 5,5 l/100 km 144 g/km €50.825
XC70 D5 215cv 4x4 210 km/h 5,6 l/100 km 149 g/km €65.880

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