Fugas - motores

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Mudar para melhor

A qualidade dos materiais e acabamentos é razoável, sendo os bancos forrados a pele preta, com os dianteiros aquecidos. O design do tablier cria o efeito de duplo cockpit e a iluminação do painel de instrumentos é em azul-gelo (à semelhança de outros modelos da Chevrolet). Os comandos no volante, além do sistema áudio e da conexão Bluetooth, também integram o programador/regulador de velocidade. Um pormenor curioso é o facto de o computador de bordo, entre a muita informação disponível, não incluir a do consumo instantâneo (será que é para não assustar?...).

Há bastantes espaços para arrumar objectos no interior do habitáculo, onde se sentam sete pessoas confortavelmente (nesta configuração, em detrimento do espaço para bagagens). O veículo que a Fugas conduziu trazia tecto de abrir eléctrico (um dos poucos opcionais oferecidos, por 590 euros), em vidro e com uma cortina manual que se pode fechar em dias de sol intenso. Este tecto de abrir aumenta a luminosidade interior.

Barómetro

+ Nível de equipamento, espaço interior, relação preço/equipamento
- Consumos, kit de reparação de pneus

Toda a informação necessária

Um grande visor táctil, a cores, de sete polegadas, no centro do tablier, fornece todas as informações necessárias para o condutor. Num primeiro ecrã, pode-se consultar o computador de bordo. Com um simples toque, aparece o mapa do sistema de navegação, com indicação dos limites de velocidade, que oferece possibilidade de, por meio de um sinal sonoro, o condutor ser avisado se os está a exceder. Quando se engrena a marcha-atrás, a câmara de visão traseira dá uma imagem com guias de proximidade, para facilitar o estacionamento.

Poupar espaço ou outra coisa?

Não se aceita, mas pode-se compreender que num carro de dimensões reduzidas o fabricante inclua um kit de "reparação" de pneus com o discutível propósito de ganhar espaço. Agora, num familiar como o Captiva não haver lugar para um pneu sobresselente normal ou uma roda de emergência é algo de inaceitável. O chamado "kit de reparação de pneus" só serve para resolver pequenos furos, sendo inoperante em buracos maiores, rasgões ou rebentamento de pneus. Além disso, danifica o pneu "reparado", que deverá ser substituído por novo a curto/médio prazo (a isto acresce o custo de um novo kit ou do seu reenchimento).

É só escolher

A modularidade é um dos pontos fortes deste veículo de características familiares. Pode-se optar entre dois, cinco ou sete lugares. Noutros mercados, o Captiva oferece uma variante só com cinco lugares, mas, em Portugal, a marca optou por comercializar apenas a versão de sete. Um dos motivos é a modularidade; o outro é o invulgar regime fiscal português. Na versão de cinco lugares, o Captiva é classe dois nas portagens; na variante de sete, com Via Verde, paga classe um (no pagamento manual, continua a ser classe dois).

Esqueceram-se da caixa manual...

O Chevrolet Captiva, com as suas dimensões e a potência do seu motor, sente-se como peixe na água em auto-estrada ou estradas com faixas amplas - o cenário que ocorre no subcontinente norte-americano. Aí, onde as caixas automáticas imperam, basta ao condutor accionar o cruise-control e fazer longos quilómetros, comodamente sentado, com o braço direito a descansar no apoio central (que tapa um compartimento para objectos). Porém, com caixa manual e no trânsito das ruas estreitas das cidades europeias, onde se torna necessário mexer frequentemente na alavanca das mudanças, este apoio de braço torna-se um estorvo e nem sequer há possibilidade de o levantar para ele não colidir com o cotovelo.

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