Naquela altura, era a loucura e quanto mais potente melhor. Nesse tempo comprou um Porsche 928S castanho e os dedos de uma mão chegavam para contar os que havia em Portugal. É o veículo de que guarda mais recordações e há momentos que não se esquecem. Foi ao volante dessa máquina, que fez a viagem entre Lisboa e Porto em 1h25, num tempo em que a ligação das duas cidades ainda não era totalmente feita em auto-estrada. "Era o máximo, um carro fabuloso, potente", lembra. Era muito veloz, consumia 20 litros aos 100. "Um carro poderoso, tinha um motor muito seguro", acrescenta. Seis anos depois, com 200 mil km contabilizados, trocou-o por um Porsche mais pequeno e mais económico. "Quando o vendi, estava novo."
Conduzia o Opel do pai antes de comprar a sua primeira viatura, um Mini a toda a prova adquirido quando saiu da tropa. Um automóvel que se tornou no carro da família e que aguentou uma viagem até à Alemanha. "Portou-se muito bem."
Hoje os carros têm outra importância para Paco Bandeira. "São um instrumento de trabalho." Neste momento, tem um Mercedes S320 para as viagens de Oeiras para o escritório de Massamá e de Oeiras para Montemor-o-Novo. Aborrece-se nas filas de trânsito, respira fundo e espera. "Chateiam-me, sinto que me tiram qualidade de vida, mas tenho de aguentar e ouço música."
A pressa pertence ao passado. É calmo na estrada, não tem acidentes no currículo, quando há compromissos na agenda parte mais cedo para chegar a horas e nas auto-estradas circula dentro da velocidade permitida. "E nunca terei chofer", revela. Paco Bandeira não consegue ir ao lado do condutor porque enjoa. Por isso, o volante está sempre nas suas mãos.