Fugas - motores

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Familiar de semblante desportivo

Por Carla B. Ribeiro

Com motores mais potentes, a nova geração da Audi A6 Avant surge bem musculada e preparada para carregar com o aumento da bagageira. Mas, ainda assim, apresenta-se mais poupada e menos poluente

Depois da berlina, a Audi levantou agora o véu da nova geração A6 Avant. A renovada carrinha familiar da marca apresenta-se revista e melhorada, quer nos interiores e exteriores, quer nas motorizações oferecidas, entre as quais se destaca a versão 3.0 bi-turbo, a gasolina, com uma potência de 313cv, que deverá chegar no fim do ano com uma caixa Tiptronic-8 e para a qual ainda não há preço previsto.

Mas, para arrancar, estreia-se em Setembro com o 2.0 TDI, servida por 177cv e com caixa manual, a partir de 53.550 euros (com caixa Multi-tronic custará mais 2750 euros). Previstos estão ainda os motores diesel de 3.0 com 204cv (com caixa manual, Multi-tronic ou S-tronic com tracção às quatro) e de 245cv (quattro S-tronic) e as motorizações a gasolina (FSI) de 2.8 com 204cv (caixa manual ou quattro S-tronic) e de 3.0 com 300cv (quattro S-tronic).

Em comum, todas as versões incluem sistema Start&Stop e apresentam uma relevante quebra de consumo (algumas gastam menos cerca de 20 por cento do que os seus predecessores), ao mesmo tempo que chegam menos poluentes: o 2.0 TDI com 177cv, por exemplo, gasta uma média de cinco litros aos cem, segundo atesta a marca, contra os 5,8 do modelo anterior que dispunha de menos 7cv. As emissões, neste caso, ficam-se pelos 132 g/km. Já a motorização 3.0 TDI, com 204cv, gasta somente 5,2 l/100 km, com emissões de 136 g/km.

Os mais baixos valores de consumos e de emissões não serão alheios ao facto de esta Avant estar muito mais leve: cerca de menos 70 quilos do que a versão anterior, uma baixa de peso conseguida pelo recurso ao alumínio (como, aliás, já acontecera com a berlina). Ligeiramente mais comprida e larga (mais três centímetros de comprimento e dois de largura do que a versão anterior), mas mais baixa (menos cerca de um centímetro), a nova Audi A6 Avant chega familiar, como já nos habituou, mas também mais agressiva e musculada - traços que se revelam quer nas linhas exteriores, quer nos renovados interiores.

Observada de perfil, destaca-se o baixo corte da terceira janela, com o tejadilho a cair continuamente sobre uma traseira em trapézio, marcada pelas luzes recortadas quase a direito e pelo escape em ponteira dupla. Já a frente, distingue-se pelos faróis rasgados que, em opcional LED, sublinha a postura desportiva ambicionada por esta carrinha e que não integra apenas a face, mas também o coração do veículo: os a gasolina de três litros e os de diesel de 3.0 e 245cv apresentam-se com um diferencial desportivo que se encarrega da distribuição do binário, sendo possível alternar entre uma condução de conforto ou desportiva, dependendo das situações - o futuro bi-turbo de 313cv também deverá chegar equipado com este diferencial.

Nos interiores, a grande mais-valia vai para o aumento de espaço na bagageira de 565 litros (ou 1680 com bancos rebatidos), assemelhando-se, por exemplo, a uma Volvo V70 ou a uma BMW série 5 Touring. Até porque a mala não só aumentou de capacidade em 35 litros como permite agora uma arrumação mais eficiente, tirando partido dos ângulos rectos: arruma em largura carga até 105cm e em comprimento até 118cm (193cm com bancos rebatidos). E se se vir a braços com um montão de malas, sacos e mais alguma coisa, não há crise: o simular de um pontapé sob a carroçaria e com a chave no bolso abre o porta-bagagem.

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