Fugas - motores

Francisco George: Segurança como factor primordial

Por Marta Pais de Oliveira

Iniciou-se na estrada num Mini Morris de 1966. Era o carro do pai que, entretanto, o pôs ao dispor dos filhos. Depois de muitos quilómetros, Francisco George defende que a beleza da forma quer-se simples e discreta. Este modelo estético que o atrai valoriza as "linhas sóbrias" e o "interior e exterior sem opções exageradas." O director-geral da Saúde escolhe, consequentemente, os "extra minimamente indispensáveis."

Ao volante de um Saab 9-3 de 2007, Francisco George pensa e repensa qual deverá eleger como carro de eleição. A resposta acaba por surgir naturalmente: "O preferido seria uma actualização sucessiva do que tenho agora e que é considerado um carro seguro." A segurança é, confirma, o factor primordial na escolha do seu automóvel. Mas não é tudo. Se pudesse engendrar o carro ideal, criá-lo-ia seguro, certamente, mas também "pouco gastador de combustível e não-poluidor." Porque o fumo do escape é prejudicial, pensa na sustentabilidade do planeta e valoriza a vertente ambiental.

Mas não é só o carro que possibilita a segurança. Francisco George critica quem não respeita o risco contínuo, por exemplo, o que lhe causa "muita impressão." Afirmando-se um "adepto do Código da Estrada", defende que as normas devem ser cumpridas.

E se o carro ideal teima, também, em ser uma quimera, comprova-se que os veículos continuam a criar momentos atribulados. É o caso do episódio "mais fantástico" vivido em viagem por Francisco George. Corria o ano de 1986 e, no trajecto africano de Bissau para Dakar, teve sete furos nos pneus. "Foi um martírio", conta. "Fiquei 12 horas sozinho no carro, no mato." Isto porque, entretanto, pediu a um condutor de outro automóvel que passava para levar a mulher e a filha. A viagem azarenta culminou, então, numa espera solitária e prolongada num cenário bastante inóspito.

Confessando-se, em conclusão, interessado por carros, vinca que a escolha do novo veículo é sempre pausada. Admite pensar muito na troca e pesar todos os prós e contras. Aliás, esta reflexão quanto ao carro persiste: "Comecei agora a pensar no próximo", ri-se.

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