Fugas - motores

Um meio termo a considerar

Por Luís Filipe Sebastião

De entre três motorizações para um veículo destinado a executivos, apontamos algumas pistas para ajudar a escolher a proposta mais racional.

O Audi A6 possui três motorizações a gasóleo, mas escolher entre um competente turbodiesel de quatro cilindros em linha, com 177cv, ou um enérgico V6, que debita 204cv, vai para além do que os números possam expressar. Seja em termos de prestações homologadas ou dos oito mil euros que separam os dois primeiros motores.

O bloco V6 mais potente, de 245cv, com tracção integral permanente quattro e transmissão automática S tronic, começa nuns consideráveis 75.950 euros. Já o 2.0 TDI arranca nos 50.950 euros. Possui tracção dianteira e caixa manual de seis velocidades. No meio posiciona-se o 3.0 V6 TDI, também com tracção dianteira (integral em opção), com 204cv, cuja versão mais acessível custa 58.950 euros. Os oito mil euros de diferença para os 27cv debitados a mais pelo V6, em comparação com o 2.0, podem parecer supérfl uos quando se olha para os valores homologados de binário (respectivamente de 400 Nm e 380 Nm) ou da aceleração de 0/100 km/h (7,2s/8,7s). Porém, se se optar pela efi ciente transmissão automática Multitronic, de variação contínua e oito velocidades (mais 2250 euros), a condução deixa pouco espaço para reparos.

A desenvoltura motriz desde baixos regimes preserva o conforto e o som debitado pelos seis cilindros em V deixa-se escutar com moderação no habitáculo. O principal benefício face ao bloco mais pequeno reside nas recuperações, se bem que, mesmo aqui, as diferenças não são muito acentuadas, deixando em aberto se vale mesmo a pena o custo acrescido.

O comportamento dinâmico, assente sobre uma direcção de bom tacto e uma suspensão muito eficiente em curva, sai valorizado com a redução de peso (até 80 quilos) resultante do uso abundante de alumínio na plataforma derivada do A7. O sistema Audi Drive Select possibilita escolher entre cinco modos de condução (Comfort, Auto, Dynamic, Individual e Efficiency), que actuam fundamentalmente sobre o motor e a direcção. A opcional suspensão desportiva (470 euros), presente na unidade ensaiada, rebaixa o chassis em dois centímetros e assegura um pisar firme sem comprometer a digestão de pisos degradados. No caso da opção pela suspensão S line, o rebaixamento é de três centímetros e as molas e amortecedores são ainda mais consistentes.

A transmissão Multitronic, de funcionamento rápido e preciso, pode ser comandada no modo sequencial e dispõe de dois programas: D (normal) ou S (sport), este com uma resposta mais desportiva, mas sempre numa toada de carácter mais "executivo". Os consumos contidos média na ordem dos oito litros em percursos maioritariamente suburbanos devem-se ao suave sistema Start/Stop, que desliga automaticamente o motor com o veículo imobilizado.

O arranque tira partido da energia extra acumulada na bateria no processo de travagem. Caso se opte pela tracção integral às quatro rodas (mais 4400 euros), a transmissão automática assenta na comprovada caixa S tronic, de dupla embraiagem e sete velocidades.

Ficha Técnica

Motor: 2967cc, V6, turbodiesel de injecção directa
Potência: 204cv entre as 3750 e as 4500 rpm
Binário: 400 Nm entre as 1250 e as 3500 rpm
Transmissão: automática, de 8 velocidades
Veloc. Máxima: 240 km/h
Aceleração 0 a 100 km/h: 7,2s
Consumo médio: 5,2 l/100 km
Emissões CO2: 137 g/km
Preço: A partir de 61.200 euros

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