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Renault quer manter a liderança em tempo de crise

Por João Palma

Há 14 anos que a Renault é líder do mercado automóvel em Portugal e pretende manter e reforçar essa posição, com auxílio da marca low-cost do grupo, a Dacia. Revelamos a estratégia do grupo para enfrentar um ano difícil.

A Renault Portugal, através do seu administrador delegado, José Caro de Sousa, apresentou à comunicação social a sua linha de acção para manter a liderança em 2012 num mercado automóvel em forte recessão.

Para além da renovação e novas gerações de modelos existentes, foi anunciada a extensão do período de garantia de todos os veículos vendidos a partir de Janeiro com a marca Renault, em Portugal, que passa para 5 anos ou 150.000 km. Foi ainda sublinhada a forte expansão da Dacia, a outra marca do grupo.

Apesar da quebra geral de 30% nas vendas de veículos automóveis em 2011, a Dacia, a marca low-cost do grupo Renault registou um crescimento de 30,8% e a duplicação da quota de mercado, já estando no top 20 (passageiros e comerciais) das marcas mais vendidas em Portugal. Para isso muito contribuiu o sucesso do Duster, que foi no ano passado o 3.º SUV (Sports Utility Vehicle) mais vendido em Portugal.

Menos conhecido é o facto de a Renault ser o 10.º grupo exportador português, graças à fábrica de Cacia de caixas de velocidades e componentes, essencialmente para exportação, que registou um aumento de produção em 2011.

Em relação a novos modelos, a Renault quer ser também líder nos veículos eléctricos: para isso, além dos Fluence ZE e Kangoo ZE, cuja comercialização se iniciou este mês, estão previstos os lançamentos do pequeno Twizy (que terá um preço inferior a 7 mil euros), em Abril, e, no 2.º semestre de 2012, o Zoe (um citadino compacto, que, segundo a marca, apresentará algumas surpresas e que é quase igual ao protótipo que lhe deu origem).

Nos modelos com motores de combustão interna, ao renovado Twingo, já à venda, ir-se-ão somar as renovações do Scénic, em Março; do Mégane e do Laguna, em Abril; e, no 2.º semestre, a 4.ª geração do Clio, o 3.º veículo de passageiros na tabela de vendas.

A renovação do Mégane, o carro mais vendido em Portugal, passa pela modernização da parte dianteira, com a integração de luzes diurnas em LED, e novos equipamentos de conforto e segurança, como o Renault Visio System (um sistema com alerta de saída da faixa de rodagem), auxílio ao arranque em subida e sistema de iluminação automática e inteligente.

Porém, as mudanças mais profundas processam-se sob o capot: dois motores renovados a gasóleo - Energy 1.5 dCi de 110cv, (médias de 3,8 l/100 km e 95 g/km de CO2) e Energy 1.6 dCi 130cv (4,0 l/100 km e 104 g/km de CO2) - e a introdução do propulsor a gasolina 1.2 TCe, numa variante de 115cv (que substitui o motor 1.6 de 16v) e para o qual se anunciam médias de 5,3 l/100 km e 119 g/km de emissões de CO2. Todos estes motores vêm com tecnologia Energy de redução de consumos e emissões e sistema Start & Stop de paragem e arranque automático do motor.

Dacia, uma marca em expansão

O SUV Duster é o mais bem-sucedido modelo desta marca romena do grupo Renault e, como todos os veículos da Dacia, tem preços muito acessíveis devido ao facto de os custos em investigação e desenvolvimento serem nulos. Tirando a especificidade em termos de design, todos os componentes dos Dacia, como, por exemplo, o motor 1.5 dCi a gasóleo, já foram usados em outros veículos da Aliança Renault Nissan com resultados comprovados.

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