Fugas - motores

Consumos em baixa, performances inalteradas

Por João Palma

Se na propulsão eléctrica a BMW não está na frente do pelotão, na optimização dos motores de combustão interna é um dos líderes. Ficamos impressionado com a versão híbrida gasolina/eléctrica do série 5

Depois dos BMW ActiveHybrid X6 e ActiveHybrid7, o série 5 também vai ter uma versão híbrida. Ao motor a gasolina de 2979cc e 306cv que equipa o 535i associa-se um motor eléctrico de 55cv, para obter uma potência combinada de 340cv. Os consumos baixam dos 8,1 l/100 km do 535i para 6,4 l/100 km. O ActiveHybrid 5 vai estar à venda em Março, a um preço-base de 76.830€. Cerca de dois meses mais tarde, será lançada uma versão ActiveHybrid do série 3 com os mesmos motores e modo de funcionamento.

Outra novidade, e mais um passo rumo ao fabrico em série de veículos 100% eléctricos pela BMW, é o Active-E, um modelo baseado na carroçaria coupé da anterior série 1. Com uma produção restringida a 1000 unidades, está equipado com um motor eléctrico de 170cv, 249 Nm de binário, velocidade limitada a 145 km/h, 160 km de autonomia e 4 a 8 horas de tempo de recarga das baterias. O BMW Active-E, que terá apresentação mundial em Março, no Salão de Genebra, será disponibilizado a condutores residentes em cidades da Europa e EUA, para testar o seu funcionamento.

O BMW ActiveHybrid 5 é, no dizer do fabricante, um full hybrid, isto é, para além da função boost de ajuda ao motor a gasolina (por exemplo, nas recuperações e ultrapassagens), com as baterias carregadas e a um máximo de 60 km/h pode deslocar-se até 4 km em modo 100% eléctrico. Já o ActiveHydrid 7 é um mild hybrid que usa sempre o motor de combustão interna, tendo o propulsor eléctrico apenas funções de auxílio ao de gasolina. No caso do ActiveHybrid 5, o motor a gasolina localiza-se na parte da frente, o eléctrico entre a transmissão e a caixa automática de 8 velocidades, e a bateria de iões de lítio com oito módulos e 96 células na bagageira, cuja capacidade sofre uma redução de 145 litros, passando a ter 375 litros.

Uma particularidade interessante deste híbrido é a interacção entre os sistemas de navegação e de gestão de propulsão. Por exemplo, quando se detecta a proximidade de entrada numa zona urbana, o motor carrega as baterias para andar o mais possível em modo eléctrico; pelo contrário, se se aproxima uma descida longa, as baterias são utilizadas ao máximo, porque se sabe que irão ser recarregadas aproveitando a recuperação da energia cinética. Por isso, é aconselhável ter o sistema de navegação sempre activado, porque assim a gestão dos consumos é feita em função das incidências do percurso.

Outra forma de poupar combustível é, no modo de condução Eco Pro (um dos cinco possíveis, sendo os outros Sport+, Sport, Normal e Comfort), a possibilidade de, retirando o pé do acelerador e a velocidades até 160 km/h, desligar e desacoplar totalmente o motor de combustão, permitindo uma condução confortável e silenciosa "a velejar", pelo aproveitamento da energia de movimento criada. Claro que, se necessário, o motor de combustão volta a funcionar de imediato. O facto de este estar desligado não influi no funcionamento dos travões e dos sistemas auxiliares como a ventilação e climatização, que operam num circuito independente.

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