Verificados os desempenhos, o conforto não se deixa ficar atrás. Com estofos em pele e consola central assim como acabamentos das portas em lacado (em branco, contrastando de forma elegante com o preto das peles ou da carroçaria), o carro é cómodo ao corpo e agradável ao toque. Depois há espaço. Para esticar as pernas, para esticar braços (apesar de os mais altos baterem com a cabeça no tecto, atrás). O que se torna mais importante quando se opta por longas distâncias. Já a bagageira vê-se reduzida pela inclusão das baterias. Não permite carregar nada de grandes dimensões, mas ainda assim serve para transportar a bagagem de fim-de-semana dos quatro passageiros (com os bancos rebatidos a capacidade de carga chega aos mil litros).
Barómetro
+ Economia, conforto, equipamento, aparência futurista no exterior e interior
- Tempo de carregamento das baterias, painel demasiado sensível ao toque, ruído do motor de combustão, preço
Ligado à corrente
Viver num piso térreo pode ser um incentivo a optar por um plug-in, deixando o carro a carregar durante a noite (uma tomada doméstica pode ser usada para o carregamento das baterias desde que tenha corrente de terra). Outra opção passa pelos postos de carregamento, alguns com opção rápida, conseguindo cerca de 80% da carga em cerca de 30 minutos. Mais difícil, porém, é encontrar um onde se possa de facto abastecer. É que a maioria dos postos que se encontra, pelo menos por Lisboa, estão ocupados por veículos que não carecem de carga eléctrica.
Sensível
A coluna central acumula quase todas as funções desejadas. Nela, liga-se o rádio, ajusta-se o ar condicionado, escolhe-se o modo de condução, controla-se a transmissão automática. Para qualquer uma das funcionalidades, basta encostar um dedo. O problema é que é tão sensível, que mesmo sem querer, é comum ter algo ligado que não era suposto. Como o aquecimento dos bancos com 30º lá fora. Além disso, não são precisos grandes descuidos para que as partes lacadas mostrem riscos.
Cada passageiro seu banco
Eis um carro assumidamente para quatro. O que, no caso, parece ser uma vantagem. A verdade é que a opção de equipar o interior com quatro bancos - atenção: são mesmo quatro bancos; cada assento é individual - permite uma viagem muito confortável em quaisquer lugares. E nos bancos traseiros tem-se direito a tecto panorâmico, o que acrescenta um toque de luxo à viagem. Só mesmo os mais altos é que se poderão queixar de baterem com a cabeça no tecto.
Aerodinâmico
Com uma frente totalmente compacta - até a grelha é mais fechada para melhorar os desempenhos -, o Volt apresenta-se aerodinâmico, o que o torna mais económico assim como capaz de enfrentar quaisquer adversidades. Excepto as que se apresentem em forma de qualquer saliência. O carro é baixo e o melhor será não tentar subir ou descer qualquer pequeno degrau porque o som ouvido será uma desagradável experiência. Pode-se sempre tentar ultrapassar o incómodo retirando o avental de borracha, mas a aerodinâmica sairá prejudicada.