Espaço à americana, elegância italiana
O Lancia Voyager é mais um modelo de origem Chrysler que, com alguns toques para o adaptar ao gosto europeu, conserva o nome e as características que distinguem o veículo americano no subsegmento dos grandes monovolumes: sete lugares reais, uma bagageira a condizer e bem equipado. Será lançado este mês em Portugal e custará 48.250 euros, com nível de equipamento Gold e um motor 2.8, a gasóleo, com 163cv. Uma grande vantagem deste MPV (Multi Purpose Vehicle) é ser classe 1 nas portagens.
Noutros mercados, há mais níveis de equipamento e uma motorização a gasolina, 3.6 com 283cv, que tem um consumo combinado de 10,8 l/100 km e 249 g/km de emissões de CO2. Por cá, o Lancia Voyager só estará disponível com o nível de equipamento intermédio e com o propulsor a gasóleo, acoplado a uma caixa automática de 6 relações, situada no tablier, perto do volante, libertando espaços adicionais na consola para guardar objectos.
Em relação ao anterior Grand Voyager, tanto o Chrysler como o Lancia Voyager cresceram no comprimento (5140 mm para 5218 mm) e na largura (1950 mm para 1998 mm), mantendo-se os 1750 mm de altura. Isto é, se já dispunha de muito espaço interior, agora ainda oferece mais. Por isso, distingue-se de outros grandes monovolumes por, com sete lugares, ter ainda uma bagageira de 934 litros, que sobem para 2394 litros com a 3.ª fila rebatida e para 3912 litros com a 2.ª e 3.ª. E como os cinco bancos das filas traseiras se guardam sob o piso, formando uma superfície plana graças a um sistema denominado Stow"n Go, o Lancia Voyager tem a capacidade de carga de um comercial ligeiro e, sublinhe-se, paga o mesmo que um smart nas portagens. Acresce que, com os bancos levantados, os espaços sob o pavimento podem ser usados para arrumação.
A esta funcionalidade junta-se o nível de equipamento, os materiais e a qualidade dos acabamentos. Por fora, em relação ao Chrysler, o Lancia Voyager tem uma frente diferente - grelha, ópticas, pára-choques, faróis de nevoeiro -, e barras do tecto de série.
Por dentro, o equipamento de série inclui seis airbags (frontais, laterais e de cortina), bancos dianteiros com regulação eléctrica e, juntamente com os da 2.ª fila, aquecidos, portas laterais traseiras deslizantes e eléctricas (tal como o portão da mala), vidros escuros, sensores de luz e de estacionamento traseiro, cruise control, climatizador de três zonas, computador de bordo e rádio/CD com MP3 e conexão Bluetooth, cortinas nas 2.ª e 3.ª filas, sistema de monitorização da pressão dos pneus, etc. Em opção, propõe-se um pack de info-entretenimento com sistema de navegação e câmara de visão traseira, um pack multimédia com leitor de DVD e dois ecrãs sobre a 2.ª e 3.ª filas, e tecto de abrir eléctrico.
Submetido recentemente, tal como o Thema, aos testes de colisão do consórcio Euro NCAP, o Voyager não foi além de quatro estrelas num máximo de cinco, com 79% na protecção de adultos (marginal contra impactos traseiros), 67% nas crianças, 47% nos peões e, nos dispositivos auxiliares de segurança, 71%, porque, ao contrário dos carros que serão vendidos em Portugal, o veículo testado não dispunha de cruise control.