O Jaguar XJ é a limusina topo de gama da marca premium britânica. À venda em Portugal desde o ano passado, a Fugas teve agora oportunidade de o conduzir em estradas inglesas e também em pista. Este carro, que alia luxo e elegância a performances superdesportivas, está disponível em versão curta (SWB) ou longa (LWB); com um motor a gasóleo (3.0 V6, 275cv) ou dois a gasolina (5.0 V8 atmosférico, 385cv e 5.0 V8 sobrealimentado, 510cv) e quatro níveis de equipamento, Luxury, Premium Luxury, Portfolio, Supersport (consoante as motorizações).
A versão curta (SWB, Short Wheel Base) mede 5122 mm de comprimento e a longa (LWB, Long Wheel Base) 5247 mm; a largura (1894 mm) e a altura (1448 mm) são idênticas. A única diferença, em habitabilidade, é o espaço para as pernas atrás ser de 987 mm (SWB) ou 1121 mm (LWB). Tudo o resto se mantém, como os 520 litros de capacidade da bagageira ou os cinco lugares, que, na verdade, são quatro, pois o do eventual passageiro do meio atrás não é nada cómodo.
Os preços começam nos 104.190 euros do XJ SWB Luxury com motor 3.0 V6, a gasóleo, e vão até aos 190.913 euros do XJ LWB Supersport, com o motor 5.0 V8 sobrealimentado. O nível Luxury é exclusivo do XJ SWB a gasóleo; Premium Luxury e Portfolio estão disponíveis para os 3.0 a gasóleo e 5.0 V8 atmosférico; o 5.0 V8 sobrealimentado só vem com o nível Supersport.
Mesmo o propulsor menos potente, o de 2993cc, a gasóleo, com 275cv, acelera dos 0 aos 100 km/h em 6,4s e tem um binário máximo de 600 Nm às 2000 rotações, disponibilizando 500 Nm de binário em 0,5s desde o ralenti. A marca anuncia um consumo médio de 7,0 l/100 km, para deslocar as 1,8 toneladas do XJ em versão curta.
A jóia da coroa é o motor 5.0 V8, a gasolina, sobrealimentado, com 510cv, um binário de 625 Nm entre as 2500 e 6500 rpm, que consome, em média, 12,1 l/100 km e vai dos 0 aos 100 km/h em apenas 4,9s. No circuito de Gaydon, em Inglaterra, o XJ dotado deste motor e sem estar limitado atingiu os 300 km/h antes que a proximidade de uma curva apertada obrigasse a reduzir a velocidade.
Mas o que marca a diferença do Jaguar XJ para a concorrência não são as performances ou as inovações tecnológicas, mas o facto de aliar, de forma não ostensiva como um lorde britânico antiga linhagem, requinte, elegância e luxo. Não dispõe de tecnologias de reconhecimento dos sinais de trânsito, de aviso para mudança involuntária de faixa, informação projectada no pára-brisas, pré-aviso de iminência de acidente e actuação automática para minimizar danos ou outras existentes em modelos do mesmo segmento. Não é o mais espaçoso, nem o mais cómodo. Mas também não é um carro do século passado.
Os seus criadores conseguiram conjugar modernidade com classicismo intemporal, inspirando-se nas linhas do XJ de 1968. Um coeficiente aerodinâmico de 0,29 e uma carroçaria em liga leve de alumínio (50 por cento reciclado) proporcionam maior agilidade e redução nos consumos. A elegante simplicidade exterior prolonga-se no interior, onde os cromados (em opção, fibra de carbono) e o acabamento Piano Black se conjugam harmoniosamente com o revestimento das superfícies a couro e madeiras nobres. O tecto panorâmico de série contribui para a luminosidade interior.
No painel de instrumentos, digital, reproduzem-se três visores circulares analógicos como se fossem convencionais, com informações sobre temperatura, nível de combustível, velocímetro e conta-rotações. Um ecrã táctil no centro da consola com visão dual permite que o condutor aceda a informações do sistema de navegação e do computador de bordo, enquanto o passageiro pode ver um filme em DVD. A selecção dos programas da caixa automática de 6 relações de série (com modos Dynamic, desportivo, e Winter, para condução no Inverno) é feita por meio de um botão circular que se eleva da consola quando se prime o botão de arranque. As mudanças também podem ser accionadas por meio de patilhas por detrás do volante.
Isto é, a sofisticação tecnológica existe mas não é alardeada, antes está disponível de um modo discreto e racional. É o caso de, por exemplo, os faróis em xénon com iluminação em curva e accionamento automático de máximos, dos farolins em LED, de um sistema áudio Bowers & Wilkins de 1200 W e 20 altifalantes, com uma qualidade de som ao nível dos melhores sistemas para uso em casa, da suspensão pneumática ou dinâmica adaptativa, do controlo de diferencial activo e muito mais itens que se escondem sob um visual interior e exterior aparentemente simples.
Desde o seu lançamento, já se venderam 130 Jaguar XJ em Espanha. Em Portugal, um mercado 5 vezes menor, já se comercializaram 50 unidades.