No capítulo da segurança, a utilização de aço de alta tensão na carroçaria torna-a mais leve e resistente aos embates. Os encostos de cabeça activos, os seis airbags, o controlo de estabilidade (desligável) e de tracção, o sistema de assistência à travagem e o diferencial autoblocante são algumas das características deste coupé sul-coreano.
Ainda no que se refere ao espaço interior, a mala tem 332 litros e os bancos traseiros são rebatíveis. A lista de opções inclui apenas a pintura metalizada, o sistema de som Infinity e o tecto de abrir eléctrico, tudo o resto é equipamento de série.
O Genesis Coupé, como todos os modelos da marca, beneficia da garantia Tripla Confiança da Hyundai: cinco anos de garantia com quilometragem ilimitada, cinco anos de assistência em viagem e cinco anos de verificações gratuitas do veículo.
Barómetro
+ Comportamento, quatro lugares reais, linhas atraentes
- Consumos, qualidade de alguns materiais, falta de locais de arrumação, lugares traseiros limitados em altura, preço pouco competitivo; Falta de espaços à frente; Roda de emergência e qualidade dos materiais dos acabamentos; Carácter desportivo - possibilidade de desligar o ESP; Espaço para os passageiros atrás
Quatro lugares reais
É muito comum um coupé desportivo ter o que os fabricantes designam por 2+2 lugares, o que se traduz por dois lugares à frente espaçosos para condutor e pendura e dois atrás que só servem para crianças. O Genesis não é um modelo de habitabilidade, mas nos bancos de trás cabem (um pouco apertados, sim) dois adultos. O maior problema não será tanto o espaço para pernas, mas, por ser um coupé, o tejadilho "cai" abruptamente na traseira e não é preciso ser muito alto para bater com a cabeça no tecto.
Poupanças à coreana
Em termos mecânicos e até em design, os carros coreanos, nomeadamente os da Hyundai, já não ficam a perder face a veículos europeus e este Genesis Coupé é disso um exemplo, em especial pelas suas linhas. Já nos acabamentos e materiais usados a conversa é outra. Apesar do requinte dos bancos em pele, ainda há plásticos duros em partes do tablier e da consola. E a qualidade do forro da bagageira já não se aceita nem num utilitário "baratucho", quanto mais num veículo com o nível deste. Uma nota positiva é o facto de sob o piso da mala se alojar uma roda de emergência - uma solução correcta e honesta - e não um kit de "reparação" de pneus, agora tão tristemente em moda.
Espaço para pequenos objectos precisa-se
A falta de pequenos espaços para guardar aquelas coisas que é necessário ter sempre à mão é uma pecha comum em carros deste tipo e alguns até são bem piores do que este Genesis. Será que se pensa que o condutor-tipo de um carro desportivo não usa carteira, telemóvel, moedas para pagar portagens, etc., etc.? As bolsas das portas são estreitas e, junto à consola central, os dois porta-copos não são muito práticos: dado o seu posicionamento, ao accionar a alavanca das mudanças a mão acaba sempre por colidir com uma garrafa de água ali colocada.