Fugas - motores

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Uma boa ideia que precisa de ser bem alimentada

Em auto-estrada, o Leaf pode chegar aos 147 km/h (o que, claro está, constitui crime rodoviário e se desaconselha), mas o tempo que se circular a velocidades acima dos 90 km/h será directamente proporcional à redução dos quilómetros de autonomia indicados no painel de instrumentos. É que o Leaf, tal como todos os eléctricos, está talhado para percursos urbanos, onde as travagens e desacelerações ajudam a preservar a carga na bateria, ficando rapidamente sem fôlego quando só se pisa o pedal da direita.

O funcionamento suave e silencioso obriga a cuidados redobrados com as pessoas que circulam a pé, embora abaixo dos 30 km/h se faça ouvir um silvo contínuo de aviso (que pode ser desligado no interior em circunstâncias que não o exijam). A suspensão filtra com eficácia os pisos mais degradados, mas será aconselhável evitar buracos mais pronunciados.

O programa electrónico de estabilidade (ESP) ajuda a corrigir trajectórias mais descompensadas, embora esse não seja o ritmo mais apropriado para o pequeno familiar da Nissan. Entre o equipamento de série figuram seis airbags (frontais, laterais e cortina), "cruise control" e câmara de ajuda ao estacionamento traseiro. O pecado original do Leaf acaba por ser o preço, pois aos 35.990 euros da versão de entrada, há que acrescentar mais 400 euros pela pintura metalizada.

Barómetro

+ Disponibilidade no arranque, suavidade e economia de utilização, habitabilidade interior

- Autonomia limitada, preço, alguns plásticos, bancos pouco envolventes

Suplemento

O Nissan Leaf é vendido em duas versões, com e sem "spoiler". Mais do que um elemento estilístico, o acrescento na secção posterior do tejadilho incorpora um painel fotovoltaico, que recarga a bateria de 12V para elementos auxiliares, como o accionamento dos vidros e dos limpa-vidros, as luzes interiores, o fecho centralizado e a memória do computador de bordo. O custo do "spoiler" ascende a 300 euros, mas a sua vantagem é evidente num veículo exclusivamente movido a electricidade, energia usada para alimentar todos os equipamentos.

À medida

A capacidade de 330 litros da bagageira pode ser aumentada até aos 680 litros com o rebatimento dos bancos traseiros. Embora o acesso não seja dos mais amplos e o plano de carga se apresente elevado, as dimensões são mais do que suficientes para o que um veículo eléctrico pode oferecer. Ainda assim, há que contar com a mochila para guardar o cabo de carregamento com seis metros, fornecido de origem. Os 48 módulos da bateria de iões de lítio, com quatro células em cada módulo, estão acomodados no centro do chassis.

Pilha de nervos

O Leaf possui duas tomadas. Uma para carregamento na garagem (a Nissan aconselha à instalação de uma "wall box", que custa entre 300 e 500 euros) ou num dos postos de carregamento da rede Mobi.E. Os pontos normais levam o mesmo tempo da opção doméstica, variando até oito horas para um ciclo completo de carga. Os postos rápidos (ainda só há cinco em três locais) podem carregar até 80 por cento da bateria em 20 minutos. Para já a utilização da rede é gratuita enquanto os proprietários de veículos eléctricos não vão muito além da centena. Depois será a pagar, através do cartão em sistema pré e pós pago. E há que contar com o facto dos postos de carga rápida se situarem em troços de auto-estrada com portagem...

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