Fugas - motores

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Este não é um automóvel para o povo

O único turbodiesel que anima o Phaeton assenta no 3.0 litros, que possui 240cv (o A8 está ainda disponível com um 4.2 V8, de 350cv), repartidos por uma transmissão automática de seis velocidades. Apesar dos mais de dois mil quilos, as prestações do V6 convencem desde baixos regimes, com uma resposta progressiva mas consistente. A suspensão pneumática filtra bem os pisos degradados e assegura bom apoio em trajectos mais sinuosos. O programa electrónico de estabilidade (ESP) pode ser desligado, o que no entanto se desaconselha uma vez que só se dá por ele em situações para além do razoável e garante uma maior confiança na abordagem de trajectórias mais exigentes.

De resto, este Phaeton foi concebido para proporcionar prazer tanto ao condutor como a quem é transportado. A panóplia de equipamento tecnológico e de segurança de origem apresenta-se num patamar à altura das melhores expectativas, mas há ainda uma vasta possibilidade de personalização com opcionais, que na unidade ensaiada acrescentavam 7593 euros ao preço final a pagar. Entre os quais a cortina traseira eléctrica (519 euros) e a câmara de ajuda ao estacionamento traseiro (491 euros). Sem grande esforço, este é um automóvel que facilmente cai no goto, seja pela exigência e rigor da construção germânica, seja pela discrição que exibe exteriormente. Este aspecto, que alguns podem ver como o seu calcanhar de Aquiles, é francamente no que mais pode agradar a uns quantos.

Barómetro

+ Equipamento, comportamento dinâmico, disponibilidade do motor, construção

- Preço, ausência de sistema start-stop, travão de estacionamento de pedal

Distinto

Ao rodar a chave na ignição (pois é...), uma parte do painel em madeira (raiz de nogueira) que tapa as saídas de ar e enquadra o relógio analógico sobe e fica recolhida no tablier. A Jaguar faz o mesmo, mas com as próprias saídas de ar, que se revelam no painel em alumínio, quando se prime o botão da ignição. É apenas uma forma distinta de encarar os pequenos detalhes que fazem de um topo de gama um mundo exclusivo, onde só alguns podem habitar em permanência. Só por arriscar e continuar a acreditar que um automóvel é mais do que a ostentação de um emblema, a Volkswagen merece reconhecimento pela sua aposta no Phaeton.

No bico das rodas

Outra característica exclusiva de origem no Phaeton assenta na tracção integral permanente 4Motion em todas as motorizações. O que lhe permite assegurar uma aderência exemplar, que convida a "puxar" pelas qualidades dinâmicas sem perder a compostura. A suspensão pneumática de série também garante dois níveis de altura do chassis, possibilitando a transposição de lombas mais pronunciadas. No monitor do tablier podem ainda ser seleccionados quatro tipos de amortecimento variável das molas entre as configurações Sport e Normal. Tudo em prol de um desempenho mais desportivo ou beneficiando o conforto.

Que tal sete?

A berlina de luxo alemã só está disponível com transmissão automática (à semelhança do A8), neste caso de seis velocidades (antes era de cinco). A repartição das relações mostra-se bem escalonada e rápida na resposta, mas fica a impressão de que uma sétima velocidade, para dar mais folga ao motor em estrada aberta, poderia contribuir também para poupar nos consumos. Isto porque (ainda) também não está disponível um sistema automático de Start-Stop, que desliga o motor nas imobilizações temporárias. Seja como for, a caixa Tiptronic responde com eficácia à maioria das solicitações, e pode ser apurada no modo Sport ou no modo sequencial, permitindo a passagem manual das mudanças. Os comandos no volante são opcionais.

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