Fugas - motores

Campanha de Verificação de Pneus 2011

Por João Palma

A Michelin organizou pelo 5.º ano consecutivo, entre 4 e 24 de Julho, a Campanha de Verificação de Pneus, com o apoio da ACAP - Associação Automóvel de Portugal e da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.

Em 10.187 veículos inspeccionados, dos quais 8479 ligeiros e 786 comerciais ligeiros, detectaram-se pressões incorrectas em 34% dos ligeiros e 66% dos comerciais; e com pelo menos 1 pneu com profundidade de banda de rodagem inferior à legal (1,6mm), 14% dos ligeiros e 18% dos comerciais.

Com pressões não aceitáveis (de -0,5 a -1 bar) e perigosas (a partir de -1 bar), circulavam 14% dos ligeiros e 40,3% dos comerciais ligeiros, um acréscimo em relação aos números de 2009, que eram 10,3% ligeiros e 20,7% comerciais. A partir de -0,5 bar de pressão em relação à correcta, há risco de rebentamento ou de o pneu saltar da jante, a estabilidade do veículo fica muito alterada, aumenta a distância de travagem e diminui em muito a vida útil do pneu.

Estes dados são ainda mais preocupantes pelo facto de serem de veículos que se apresentaram voluntariamente à inspecção, o que já denota um mínimo de interesse pelo estado dos pneus. Um estudo de acidentalidade por defeitos dos pneus em Espanha e Portugal entre 2005 e 2009, encomendado pela Michelin à Fesvial - Fundação Espanhola para a Segurança Rodoviária, mostra que, em 287.582 acidentes com vítimas, cerca de 0,61% são devidos a defeitos nos veículos, mas desse valor, 54,7% devem-se a defeitos nos pneus, e em acidentes com vítimas mortais a percentagem sobe para 69,6%.

Circular com os pneus com a pressão correcta não custa nada e, em tempo de crise, para além da segurança acrescida, pode-se poupar mais 100 euros anuais em combustível e maior duração dos pneus. Como a pressão dos pneus deve ser vista a frio, se não houver essa possibilidade imediata, pode-se encher os pneus quentes a mais e depois, com eles já frios e com auxílio de um manómetro (vulgo, pesa-ar), corrigir e retirar o excesso de pressão.

Já a substituição de pneus carecas ou com danos representa um gasto que se traduz num investimento: para além de uma eventual multa, o perigo de acidente aumenta exponencialmente com pneus em mau estado. E o pior é quando os danos não se limitam ao veículo e envolvem pessoas.

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