Dito isto, há que reconhecer que o Seat Mii, que irá dispor também de carroçaria de 5 portas, é bonito por fora e prático por dentro, com o espaço interior muito bem aproveitado. Os materiais e acabamentos são de boa qualidade e os bancos, embora finos (para ganhar espaço), são confortáveis, mesmo em viagens mais longas.
O Seat Mii, na variante de 60cv, tem bons desempenhos, auxiliado pela caixa manual de 5 velocidades, curvando bem e tendo um bom comportamento nas subidas face à potência do motor. Quanto a consumos, obtivemos uma média de 5,9 l/100 km em percurso misto. Já tínhamos conduzido a variante de 75cv e não notámos grande diferença no comportamento em relação à menos potente.
Mesmo só com regulação em altura do volante, é fácil arranjar uma posição de condução confortável e com boa visibilidade. Em cidade, o Mii é despachado e, dadas as suas dimensões e manobrabilidade, fácil de estacionar. Sendo primordialmente um citadino, é suficientemente confortável e espaçoso para efectuar sem problemas viagens mais longas.
BARÓMETRO
+ Consumos, espaço interior, funcionalidade, segurança (5 estrelas Euro NCAP e controlo de estabilidade de série)
- Inexistência de comando do vidro do pendura do lado do condutor, preço acrescido por itens essenciais só disponíveis como opção
Ai as poupanças...
No afã de comprimir ao máximo os preços para apresentarem propostas aliciantes, é frequente as marcas de automóveis suprimirem equipamentos que, embora pouco relevantes em termos de custos, fazem bastante falta. Com o Mii, a Seat não fugiu à regra: é com surpresa que o condutor descobre que, do seu lado, não tem botão para accionar o vidro eléctrico do lado do pendura. Quantos euros se pouparam? Será que os responsáveis pelo design interior do carro nunca viajam sozinhos e, se sim, nunca precisam de abrir ou fechar essa janela?
Espaço bem aproveitado
O Mii é pequeno por fora, mas o espaço interior está bem aproveitado. Para além de dispor de quatro lugares reais (se o condutor for grande, uma pessoa do mesmo tamanho cabe atrás dele), tem uma bagageira que é uma referência em termos de citadinos - 251 litros (951 litros com os bancos traseiros rebatidos). Acresce que a mala está dividida por uma tampa amovível, podendo esconder-se volumes de olhares indiscretos no espaço inferior se tal for necessário. Mau é o facto de trazer de série um kit de "reparação" de pneus em vez de pneu sobresselente, que custa mais 50€. É a prova de que o argumento de ganho de espaço invocado pelas marcas para equipar os seus modelos com o kit não faz muito sentido - se até um minicarro pode ter pneu suplente...
A democratização dos equipamentos
Hoje em dia, os sistemas de navegação e info-entretenimento, cuja utilidade é inegável, vão-se vulgarizando. Começaram por custar milhares de euros e só estar disponíveis em carros de luxo. Depois o seu preço foi baixando e o seu uso alargou-se e democratizou-se. Finalmente, chegaram aos citadinos. O Seat Mii, por 350€, disponibiliza o Portable Infoteinment Device, sistema removível montado sobre o tablier, dotado de um ecrã táctil de 5'', com funções de navegação, telefone com controlo de voz, conexão MP3 e computador de bordo.