Fugas - motores

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Mais do que um familiar com ares de SUV

Por Luís Filipe Sebastião

Depois do Q7 e do Q5 por que não um Q3? A família de crossovers de luxo da Audi aumentou para enfrentar os caminhos difíceis e dispõe de argumentos convincentes.

À primeira vista a escala pode enganar e levar a confusões com o parente do segmento acima - o Q5. Embora a Audi reclame para o Q3 o estatuto de SUV (Sports Utility Vehicle) compacto, este faz-se notar como um crossover de luxo que acrescenta a uma vocação familiar a possibilidade de rolar por caminhos campestres ou enfrentar alguma escassez de asfalto na cidade. Vai dar ao mesmo? Vai, mas o bloco 2.0 TDI, de 177cv, satisfaz os caprichos mais desportivos.

A imagem de "jipinho queque" sobressai no formato compacto, com a linha do tejadilho a fluir de forma notória para a traseira, rematada pelo spoiler no topo do portão da bagageira. A ampla grelha escancarada e as generosas entradas de ar com os faróis de nevoeiro embutidos realçam o carisma. A estética posterior remete para os outros modelos da gama Q (7 incluído), com os grupos ópticos a vincarem dois planos distintos, sobre e sob a matrícula. As dimensões privilegiam o espaço para os ocupantes dianteiros. Já o acesso aos bancos posteriores mostra-se acanhado. E o lema de que "dois é bom, três são demais" ganha sentido no terceiro lugar, a encarar como de recurso. A capacidade de 460 litros do compartimento de carga, com soluções para arrumos de menores dimensões, pode ser aumentada até 1365 litros com o rebatimento dos bancos traseiros. A vocação estradista é ajudada com o pagamento da taxa de classe 1 nas auto-estradas.

O bloco 2.0 TDI, com 177cv, possui desenvoltura, que pode ser aprumada ao seleccionar-se o modo Sport da transmissão automática S tronic de sete velocidades. Esta caixa de dupla embraiagem denota uma rápida e suave passagem de relações, refinadas através das (opcionais) patilhas atrás do volante. A par do sistema Start-Stop, a função de rolamento livre permite poupar nos consumos. Isto no modo Efficiency, do sistema Audi Drive Select, em que a transmissão "abre" a embraiagem quando se desacelera.

A tracção integral quattro assegura uma aderência adequada em trajectos sinuosos. Apenas o elevado centro de gravidade da carroçaria condiciona um desempenho mais radical. O adornar é contido, mas perceptível. Em condução normal, a força motriz é transmitida às rodas dianteiras. Mas nos trilhos ao alcance da distância ao solo (até 17cm), o binário pode ser desviado para as rodas posteriores e beneficiar da ajuda adicional do bloqueio electrónico do diferencial. A direcção electromecânica assiste com eficácia a abordagem de curvas mais pronunciadas e a suspensão também cumpre com aprumo nos pisos deteriorados. Se a opção for para a suspensão desportiva S line, então à regulação mais rígida junta-se o rebaixamento da carroçaria em dois centímetros.

O Audi Drive Select, opção que custa 235€, permite ajustar as respostas do motor, direcção e ar condicionado através da selecção de cinco modos: Comfort, Auto, Dynamic; Individual e Efficiency. Este sistema dinâmico de condução também pode beneficiar com a opcional suspensão com controlo de amortecimento (1140€). O travão de estacionamento electromecânico inclui o assistente de arranque em subidas.

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