A nova geração do A está mais comprida (aumentou 40,9 centímetros), larga (mais 1,6 cm) e baixa (menos 16 cm). O desenho de monovolume cedeu lugar a um familiar compacto para concorrer com os BMW série 1, Audi A3 e Volvo V40. Na frente expressiva sobressai a grelha com duas lâminas e o imponente símbolo da estrela de três pontas ao centro. Os grupos ópticos rasgados, com uma espécie de sobrancelhas delineadas pelas luzes diurnas em tecnologia LED e dos piscas, sobrepõem-se às generosas entradas de ar laterais inferiores. Um spoiler prolonga a linha do tejadilho para lá do portão traseiro, incorporando a antena e reforçando o aspecto dinâmico. A terceira luz de stop também incorpora diodos emissores de luz.
No interior bem arrumado impera uma sensação geral de qualidade. Os materiais agradáveis ao tacto combinam com uma percepção de nível superior no que toca à montagem. No tablier destacam-se as sedutoras cinco saídas de ar redondas, de linhas "retro" e acabamentos cromados. Os bancos desportivos em tecido e alpaca (opcionais) proporcionam uma excelente postura ao volante e um bom apoio lateral.
No entanto, para além do óculo posterior algo exíguo, fica a impressão de que o pilar B é demasiado grosso e aumenta a área do ângulo morto do retrovisor exterior. Dificuldade que pode ser suprida com o pack de Assistente de Faixa de Rodagem (950€), que alerta para a presença de um veículo ao lado ou para a mudança involuntária de via. A capacidade da bagageira diminuiu face à anterior geração - passou de 435 para 341 litros -, embora sem contar com o espaço adicional sob o piso do compartimento da mala, ganho à custa dos opcionais pneus "run-flat" (200€), que dispensam a roda sobressalente.
A motorização de entrada na gama está a cargo do A180 BlueEfficiency, dotado de um turbodiesel com 109cv. O bloco de 1.5 litros, de origem Renault, foi "trabalhado" pela Mercedes, ao nível dos apoios, do alternador, do motor de arranque e do sistema start-stop, de forma a corresponder ao desempenho que se espera de um modelo do emblema alemão. O resultado final, ao contrário da associação entre franceses e alemães noutros domínios, merece aplausos pelo funcionamento linear e suave do motor, que tira partido de uma precisa transmissão manual de seis velocidades.
Um comportamento dinâmico aprumado contribui para o prazer ao volante. O conforto a bordo só sai beliscado com a suspensão demasiado seca, que não digere como seria de esperar as irregularidades no pavimento. Culpa dos pneus anti-furo? Nesse caso será de pensar em alternativas que privilegiem uma maior absorção dos pisos degradados sem comprometer um apoio firme em curva. A direcção é "comunicativa" q.b. e torna-se fácil corrigir qualquer reacção menos inesperada por trajectos sinuosos.