Fugas - dicas dos leitores

Arouca, o mistério das trilobites

Por Camilo Sequeira

Juntem-se curiosidade e sensibilidade e o milagre acontece. Na estrada entre Arouca e Alvarenga, na freguesia de Canelas, como resultado da vontade do proprietário de uma pedreira, desta saiu um museu com fósseis onde se encontram trilobites das maiores do mundo.

Na estrada entre Arouca e Alvarenga, na freguesia de Canelas, como resultado da vontade do proprietário de uma pedreira, desta saiu um museu com fósseis onde se encontram trilobites das maiores do mundo. Desaparecidas, como a maioria da vida, há 250 milhões de anos no Pérmico, muitas ficaram no que viria a ser Canelas, aguardando a oportunidade de se poderem mostrar ao mundo da ciência. E esse tempo chegou quando, ao retomar a exploração de uma pedreira familiar, Manuel Valério as viu e decidiu partilhar com todos nós o que percebeu ser um património promocional da sua região e do país.

Organizou um museu. Rodeou-se de colaboradores que o contam entusiasticamente. Estruturou um plano de exploração da pedreira que permite a sua prévia apreciação na procura de outros exemplares que o museu guarde e a ciência estude. E assim se deu o primeiro passo do Geoparque de Arouca.

O museu é hoje um local de visita obrigatória de escolas, com guias disponíveis para receber jovens de todas as idades. Mas também para receber as gerações que se formaram tendo a trilobite como símbolo mais representativo de uma vida anterior à nossa e até anterior aos dinossáurios.

Neste Museu dos Fósseis estes menos jovens podem confirmar que ainda existe curiosidade nalguns homens, que a sensibilidade pode ser inculcada nos muitos que querem aprender, que o milagre da descoberta e do saber é possível e vale a pena.

E tudo isso aqui tão perto...

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