Fugas - dicas dos leitores

Querida Irlanda

Por Céu Mota (texto e fotos)

Há muito tempo que a Irlanda era um destino de férias a realizar em família, cada um com seu intento!

No primeiro dia, em Dublin, fomos ao Trinity College (onde Beckett se licenciou) mas, devido à considerável fila, não vimos o famoso Book of Kells, o mais rico manuscrito medieval iluminado da Irlanda. Também a não perder, claro, é o bonito bairro Temple Bar e o Castelo de Dublin (entrada livre).

No dia seguinte, ainda na capital, procurámos a maior igreja do país, a Catedral de St. Patrick, “microcosmo da História irlandesa cheio de histórias únicas e inspiradoras”.

Aconteceu neste lugar a primeira performance de Messias de Haendel em 1742, a cargo do coro desta catedral (ouça as vozes angélicas dos meninos do coro). Interessante é também a Árvore da Memória, que representa a dura destruição da guerra (os visitantes são convidados a deixar uma mensagem…). Também as crianças podem aprender e divertir-se com as actividades pensadas para elas.

Seguimos depois para Galway, com paragem em Mullingar, cidade natal de Niall Horan (o único irlandês do grupo One Direction).

No terceiro dia, no mesmo condado e percorrendo a N67, avistámos o Dunguaire Castle, situado por trás de duas casas com o tradicional telhado de colmo (habitações de uma só divisão, vigas de carvalho, chaminé de argila e chão de terra).

Seguindo a R480, chegámos ao Poulnabrone Dolmen, no planalto do Burren (condado de Clare), “o portal de um túmulo impressionante datado de 2500-2000 a.C.”, local onde se poderá caminhar sobre placas calcárias entre as quais rebentam delicadas flores (como gerânios e azevinho), cuja remoção é proibida (ups!).

É ainda na zona sul do Burren que encontramos os imponentes penhascos dos Cliffs of Moher, a mais visitada atracção natural e onde poderá ouvir Tina Mulrooney cantando e tocando harpa celta! (Entrada livre até aos 16 anos e seis euros para adultos).

No quarto dia, viajámos em direcção a Waterford, com passagem por Tipperary e foto a Jerpoint Abbey, perto da casa do amigo Malcolm Proud, que nos brindou com um miniconcerto privado, tocando Bach e Couperin no cembalo e William Byrd no órgão positivo.

E, no quinto e último dia, entrámos no labiríntico jardim e jogámos golfe tendo a Dunbrody Abbey como fabuloso cenário! Seguimos depois até Ballyhack Castle (entrada livre), onde o simpático Frank nos encheu as mãos de mapas, aconselhando a percorrer o denominado Ring of Hook.

E assim tentámos fazer, mas com tempo apenas para o Hook Head; almoço, muito bom, no recomendado Templars Inn (ementa tradicional, mas sem esquecer o hambúrguer para os filhos) ao lado das ruínas de Templetown Church; o Fethard Castle (século XV); e a Tintern Abbey (c. 1200), fundada pelo grande cavaleiro W. Marshall, paraíso para um filme retratando a época.

Cenário do romântico filme Leap Year é o porto piscatório de Dingle, que tanto queria conhecer, mas que, mais uma vez, não houve tempo …

Resta-me pensar — como se lê junto a uma porta de embarque no aeroporto de Dublin —, que “this is not a goodbye but a ‘see you soon’”…

Espero que sim!

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