A inauguração do Design & Wine, novo quatro estrelas em Caminha, a 18 de Maio, é feita com hóspedes portugueses, brasileiros e espanhóis convidados, entre eles personalidades como o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.
A expectativa criada em torno do novo empreendimento de quatro estrelas deve-se sobretudo à sua componente inovadora, um bloco móvel com cinco quartos: neste módulo hi-tech metálico, de 180 toneladas, os hóspedes deitam-se virados para nascente e acordam com o mar e o monte de Santa Tecla, na Galiza, como pano de fundo. Graças a esta inovação, a imprensa galega tem feito eco da novidade deste hotel que gira até Espanha. E, também muito por isso, grande parte das reservas vindas de fora do país são sobretudo de espanhóis.
O arquitecto Pedro Guimarães, um dos promotores do investimento, adiantou ao PÚBLICO que, apesar da actual situação económica, a nova unidade hoteleira de luxo irá conseguir impor-se neste nicho de mercado. "Reúne todas as condições para ter sucesso", afirmou o responsável pelo projecto. O hotel, que representou um investimento de quatro milhões de euros de promotores locais, concilia a modernidade deste elemento com o património construído, neste caso o Solar das Torres, edifício datado do século XVIII, em pleno centro histórico da vila de Caminha, que foi totalmente reabilitado.
Dar voltas à caminha
O grande destaque do hotel são as cinco suites giratórias, implantadas, resumem no projecto, num "corpo extra em forma de paralelepípedo", de concepção e execução lusa, "assente sobre um pilar" no logradouro do edifício. A estrutura, elevada a três metros do chão, gira sobre si própria, "duas vezes ao dia" e "no máximo, 40 graus": durante o dia estará virada para a foz do rio Minho, à noite para o galego Monte de Santa Tecla. A rotação é possível graças a um mecanismo similar ao usado na ponte móvel na marina de Viana, sendo o acesso às restantes facilidades feito através de um passadiço.
Além das cinco suites giratórias, oferece mais 18 quartos num espaço que "conservou e preservou os aspectos clássicos" e que promete o "conforto e design de um edifício moderno".
O projecto aposta também nas artes, que aqui ganham uma radical e global dimensão, servindo para tornar cada aposento único: "as contemporâneas no corpo high-tech, em que se destacam a street-art ou a video-art", "enquanto as mais tradicionais estão presentes nos restantes quartos", avançou à Fugas Marco Rebelo, da empresa responsável Design & Wine, a NML - Projectos e Desenvolvimento Turísticos.
A arte espraia-se também por todos os espaços comuns, fruto de uma parceria com a Bienal de Cerveira. Os alojamentos, com uma decoração relacionada com a temática do vinho, além de estarem equipados com as mais diversas funcionalidades (TV, leitores de CD e DVD, rede Internet sem fios ou mesmo iPad), prometem ainda outras experiências únicas, nomeadamente através de um "inovador sistema de aromaterapia".
Um hotel-galeria
A atmosfera promete-se informal: "Queremos criar um ambiente em que o hóspede se sinta em casa", resume Rebelo. Mas não só. A unidade pretende ainda levar para dentro de portas a vida da cidade: quer no restaurante, onde se poderá encontrar uma fusão entre a cozinha tradicional do Alto Minho e uma apresentação gourmet, quer na Enoteca, onde se "propõe a degustação de vinhos de todo o país, com especial destaque para os maduros da região do Douro e os verdes das castas Alvarinho e Loureiro". Já a Whitebox será "um espaço multifuncional" que se apresenta também como uma galeria de arte, com exposições temporárias.
Uma noite no hotel deverá custar desde 120€ (quarto) até 280€ (suite).