Este é um daqueles vinhos que espelham uma colheita. Se quiséssemos explicar o que foi o ano de 2009 no Douro, bastaria apresentar este vinho.
Não é tão quente como os vinhos de 2004, nem tão fresco e como os de 2008. Na concentração e profundidade, está mais próximo dos 2007, talvez o melhor ano da década passada. E tem ainda a complexidade inerente às boas vinhas velhas. Um Douro musculado, caloroso e muito impressivo, com boas notas de madeira e bastantes referências campestres (flores, arbustos, frutos do pomar e do bosque). Ideal para acompanhar pratos de grande coturno.
(Pedro Garcias)