Fugas - Viagens

E se um resort do Club Med flutuasse? Et voilà…

Por Simone Duarte

Um flute de Champagne a qualquer hora, o mar à volta, o sol numa espreguiçadeira, a chegada a cada porto, uma sugestão do chef francês, o luar de madrugada. Ainda é pouco para explicar o que significa passar uma semana no único resort flutuante do Club Méditerranée. A Fugas viajou pelo Mediterrâneo a bordo do veleiro Club Med 2 apenas com uma missão: descobrir o que este cruzeiro tem que os outros não têm.

"Às vezes de manhã acordo e não sei se estou na minha cama em Paris ou na cabine. Esta é a minha casa flutuante"

Há 24 anos, o francês Charles Joseph Guémas fez o primeiro cruzeiro com o Club Med. Até hoje, às vésperas de completar 87 anos, já foram 3200 dias no mar. Sempre na mesma cabine, número 101, e nunca menos do que um mês. Faz vários percursos de seguida. Já ficou até quatro meses no veleiro do Club Med. "É como se eu tivesse duas vidas: uma aqui e outra em terra – explica Charles - É como reencontrar a família. É emocional."

Charles não é apenas Charles. É Charles Chaplin, é Bob Marley… É a estrela do veleiro, "o proprietário" (como os funcionários aqui chamam os passageiros habitués) mais querido e mais popular. Todas as noites participa dos espectáculos. Costuma pagar excesso de bagagem por causa dos adereços e fantasias. É também sempre o último a abandonar a pista na discoteca. Por volta das 4h da manhã. Dança o tempo todo com um sorriso nos lábios e um inseparável copo de conhaque. Gosta de dançar vestido de Bob Marley, com tranças e um "charro" feito com sete guardanapos de papel.

"Tenho o tempo contra mim por isso preciso viver plenamente. E aqui esqueço a vida em terra". Para Charles Guémas, que foi da marinha francesa, trabalhou com energia nuclear e teve a sua própria empresa, esta é a sua quarta vida. "Tenho todo o oceano à minha volta - é mágico". Categórico, conclui: "É preciso querer ser feliz todos os dias. Você não pode fazer nada contra um homem feliz."

Estamos num veleiro que em nada se assemelha a uma Las Vegas flutuante, até então a imagem que tínhamos de todos os cruzeiros. Aqui não há casinos. Não há milhares de passageiros. Só cabem 350. Nesta viagem somos 200 para 200 tripulantes. É só fazer as contas para perceber como seremos tratados. Bonjour e Bonsoir são as palavras de ordem. Os sorrisos estão por todo o lado aliados a uma certa delicadeza. Acaba por contagiar. "Toda a gente me sorri, eu sorrio também" – explica, a sorrir, um dos passageiros.

Temos que confessar. Chegámos ressabiados. Marinheiros de primeira viagem com um certo receio de possíveis enjoos. Tínhamos estado num village do Club Med há muitos anos mas nenhuma lembrança restara destas férias. Vestir um colete cor de laranja para fazer um exercício de salvamento, mesmo após um drink de boas vindas, não ajudou. Íamos passar 24 horas sem terra à vista. Sonhávamos com o sol e o calor que parecia uma miragem distante dado o vento e o frio. Para completar não conhecíamos ninguém. Mas o veleiro de cinco mastros começou a deixar Lisboa, devagar. Bem devagar passou por debaixo da ponte 25 de Abril a caminho do oceano e do Mediterrâneo. E tudo começou a mudar… quase uma conversão, sem heresias.

O ABC do Club Med
É com Charles Guémas que começámos a desvendar o que este cruzeiro tem de diferente. Entrámos no mundo do Club Med, que tem uma espécie de alfabeto, dicionário próprio. Temos os GO, os gentis organizadores como são chamados os funcionários que interagem mais com os hóspedes. Os passageiros, por sua vez, são os GM, gentis membros. Os GE, os gentis empregados, que trabalham na cozinha, no bar, na faxina dos quartos. Os resorts são villages. O director do resort é o Chef de Village. No mundo Med não há estrelas mas tridentes. O veleiro é um 5 tridentes – o que equivale a um hotel 5 estrelas. E finalmente chegámos ao crazy signs – as coreografias próprias do Club Med que são feitas pelos GO e pelos GM. Confuso?

O Club Med2, único cruzeiro da rede de resorts francesa, tem dois restaurantes, três bares (um deles transforma-se em discoteca à noite), duas piscinas, um ginásio, um salão para os concertos e espectáculos, a boutique duty free e um spa. Há actividades durante todo o dia. Da aula de dança de salão aos abdominais, passando pelo torneio de ténis de mesa aos ritmos da zumba ou um de origami. Há sempre a possibilidade de não fazer nada e atirar-se para uma das espreguiçadeiras ao longo dos 2.000 metros quadrados de deck. A língua franca aqui é o francês. E sim, há a comida.

As refeições obrigam-nos a seguir uma programação intensa e nos faz perder várias aulas de ginástica. Pequeno-almoço, almoço, chá com crepes, happy hour, jantar, bebidas pós-jantar. Bar sempre aberto e tudo incluído. O chef francês de origem italiana, David Salvi, comanda a equipa de 36 pessoas que trabalham dez horas por dia para transformar as férias no veleiro em uma viagem gastronómica. Só em baguetes, são 200 em três fornadas por dia. Há as com azeitona ou as cozidas com queijo emmenthal e nozes. Mas hors-concours é a de queijo de cabra com mel. Os menus variam noite e dia, todos os dias. Os que fazem mais sucesso são o italiano e o de especialidades das Ilhas Maurícias de onde vem a maior parte da tripulação (os filipinos são o segundo maior grupo). As duas cozinhas em dois andares são pequenas mas tudo é organizado para que os pratos sejam servidos o mais rapidamente possível. O maior desafio para o chef francês, que trabalha há 18 anos no Club Med, é adaptar o menu aos produtos locais já que a qualidade dos ingredientes pode variar de ilha para ilha, país para país, quer nas Caraíbas, na Europa ou na América do Sul.

"A culinária é uma das principais razões pelas quais os hóspedes voltam – explica o marroquino Medhi Kamali – o Chef de Village para usar a terminologia do Club Med – à mesa do jantar, ensaiando um português com sotaque baiano (trabalhou no resort do grupo na Baía, no Brasil), e antes de mais uma programação nocturna, com muita dança. Aliás esta talvez seja a única explicação para não termos engordado os sete quilos habituais que um passageiro pode ganhar a bordo de um cruzeiro durante uma semana.

Interlúdios da vida no mar
A vida do mar tem destas coisas. Na primeira manhã, começa uma certa agitação entre os passageiros. Há boatos de que não iremos a Tânger, em Marrocos – primeira paragem e única fora de Espanha. Uns dizem que é por causa do mau tempo, outros que é por motivo de segurança. Há alguma expectativa a bordo que é cortada pela voz do comandante no altifalante a anunciar a decisão final: não vamos à Tânger. Há um alerta do Governo marroquino que desencoraja um veleiro francês, possível alvo de terroristas, a atracar. O comandante informa o novo destino: Cádis, Espanha. O nosso itinerário a partir de agora passa a ser: Cádis, Málaga, Cartagena, Ibiza, Barcelona e Nice (nós iremos voltar de Barcelona). O adeus a Marrocos não nos impede de sentir um certo frisson quando passámos pela primeira vez pelo Estreito de Gibraltar para lá da meia-noite e avistámos de um lado a África e do outro a Europa. Mas os imprevistos (à vista) ainda não tinham terminado.

Nesta vida de cruzeiro, aprende-se rapidamente que tem que se estar no porto no máximo meia hora antes de o veleiro partir. Quem não estiver fica para trás e arca com as despesas para chegar ao próximo porto. Mas quinze minutos depois da hora da partida continuávamos em Málaga. Uma passageira estava desaparecida. O veleiro começou a deixar o porto e teve início o drama. Uma mulher desesperada a correr à beira do cais em nossa direcção e nós a afastar-nos. Com a trilha sonora de Vangelis ao fundo (música oficial de cada partida) parecia mesmo que estávamos num filme de Hollywood. Era o começo de uma saga - com direito a carros de polícia, lanchas, correria - que só terminaria 45 minutos depois. Voltamos ou não voltamos? Cento e noventa e nove passageiros acompanhavam avidamente a trama, com máquinas de fotografar e filmar em punho, a oscilarem entre culpá-la ou absolvê-la pelo "seu crime". Enfim, a francesa é resgatada numa pequena lancha e entra abatida no veleiro sob aplausos. A explicação é ainda mais cinematográfica: a loja em que fazia compras fora assaltada e a polícia não deixara ninguém sair. A francesa mostrava a carteira do Club Med, que todos os passageiros usam para entrar e sair dos portos, e gritava bateau, bateau mas os espanhóis não a compreendiam. Passado o drama, ela toma chá e, a nós, voyeurs, restam os crepes.

Tanto de noite como de dia
À noite, a vida no cruzeiro é quase tão intensa quanto de dia. É por isso que "os serviços mais procurados no spa – contrariamente aos outros resorts – não são as massagens mas o cabeleireiro e a manicura" – revela a portuguesa Carla Simões, responsável pelos serviços do Club Med spa Carita (os serviços de Spa são os únicos serviços no barco que não estão incluídos).

As noites temáticas são um espectáculo à parte levadas a sério pelos hóspedes habitués. No Club Med2, a média de passageiros "proprietários" ronda os 75%, maior do que a média nos outros resorts do grupo que é à volta dos 60%. A média de idade é de 70 anos. Mas nesta viagem estamos nos 57.

Os gentis organizadores sentam-se à mesa para almoçar ou jantar connosco, dançam com os hóspedes, fazem espectáculos para os passageiros. Ou seja, não mantêm uma relação distante e fria de empregado e hóspede como na maioria dos resorts e hotéis. Num village em terra, pode até não acontecer, e para alguns pode até cansar, mas no mar, deck acima, deck abaixo, começa a nascer uma certa cumplicidade que se instala entre os passageiros, conhecidos ou não, organizadores, tripulantes.

E de facto a cumplicidade espalha-se a velocidade de cruzeiro. Começamos por achar os espectáculos nada de especial; a coreografia na discoteca risível; o respeito aos trajes de noite, um detalhe sem importância; a trilha sonora do Vangelis, que acompanha cada partida do cais, um pouco exagerada. Mas com o passar das noites, Charles Guémas subiu ao palco como Charles Chaplin e aplaudimos entusiasmados; não só dançávamos todos os passos como ensinávamos os crazy signs a quem ainda não os dominava; ficávamos chateados se não cumpríamos o dress code da noite e até começámos a emocionar-nos com a Conquista do Paraíso dos Vangelis. Champagne a mais?

 

De porto em porto - entre Cádis e Barcelona

Cádis não era o destino previsto mas desembarcámos para a aventura. Vamos perder-nos pelas ruelas da cidade que disputa o título de mais antiga da Europa (estamos a falar do século XII a.C – do tempo dos fenícios). A primeira constituição da Espanha também foi promulgada aqui em 1812.

Do porto ao centro histórico são cinco minutos a pé. Descobrimos logo a lógica das rotas. São quatro pinturas no chão das ruas com cores diferentes. Seguimos a linha roxa, que nos irá levar à Torre Tavira – 45 metros acima do nível do mar e melhor ponto de observação das 126 torres que ainda existem em Cádis da época em que a cidade era o principal entrada das rotas comerciais entre Europa e Américas. Os cinco euros do bilhete dão direito também a uma sessão da câmara escura (o princípio de Leonardo da Vinci: o espelho que se abre e nos mostra o que se passa em tempo real nas ruas; é o real time muito antes da internet). Com as lentes que aproximam as imagens do que se passa lá abaixo, parecemos miúdos no escuro a brincar. Mas a visão que nos seduz é a do alto da torre: o verde cristalino do mar. Partimos em direcção a ele, em busca de "Havana", que é como os locais apelidaram a marginal do Bairro da Viña pela semelhança com o Malecón da capital cubana. Mas o que agora queremos mesmo é um bom bar de tapas. Encontramos alguns demasiado turísticos. Mas não é difícil descobrir onde os locais comem. Partimos para o Mesón Cumbres Mayores, na calle Zorrilla e provamos croquetas de presunto e o presunto, os melhores que comeríamos em toda a viagem, regados a cañas e vinho Rioja.

A partir das sete horas vividas em Cádis, desenvolvemos uma técnica para todos os portos. Nunca íamos nas excursões organizadas no barco, pagas à parte, em geral de autocarro para as cidades maiores como Granada e Sevilha, que não estavam no itinerário. Preferíamos explorar a pé os centros históricos, repletos de ruínas romanas e muçulmanas. Aprendemos logo que uma das vantagens do ClubMed 2 é que o veleiro consegue chegar aos portos mais próximos do centro. Há sempre um posto de turismo logo à frente e as rotas são bem sinalizadas. O receio de que teríamos pouco tempo em cada cidade desfez-se rapidamente. Não só conseguíamos visitar as principais atracções como ainda sobrava tempo para relaxar e passear.

"Tapear" na terra de Picasso
Chegámos à Málaga numa segunda-feira, dia em que o Museu Picasso não abre. Mas percorremos sem correr as principais atracções da cidade: a rota Picasso – a casa onde o pintor nasceu e a igreja onde foi baptizado… " La Manquita", a catedral de apenas uma torre, o Teatro Romano, a Alcazaba, o Castelo de Gibralfaro). Mas o nosso objectivo em Málaga foi sensivelmente "tapear". Seguimos o instinto na escolha do sítio certo. O bar chama-se Málaga, é pequeno e aconchegante, na calle Santa María, 4, perto da Plaza de la Constitución, no caminho para as atracções. Está ali desde 1852. As croquetas de rabo de touro são eleitas as campeãs das tapas no nosso concurso particular, inventado ali na hora. Só um aviso para quem deixar a visita do Castelo para depois das tapas. Os motoristas fazem a siesta. Portanto, depois do autocarro das 15h, só aparece um lá pelas 18h. Foi o único dia em que precisámos tomar um táxi e chegámos apressados ao barco. Mesmo assim antes da meia hora regulamentar.

Na Cartagena romana
Carthago-Nova, como era conhecida na época dos romanos, é uma das descobertas mais preciosas desta viagem. A iniciativa Cartagena Porto de Culturas financiou a recuperação de inúmeros monumentos na cidade. Da muralha púnica ao bairro do Fórum Romano é possível visitar uma casa da época romana do século I a.C, a casa de la fortuna, de 204 metros quadrados, que foi encontrada por acaso quando se construía um prédio residencial na década de 1970.

A principal atracção, entretanto, é o Teatro Romano, também datado do fim do século I a.C e que só foi descoberto em 1988 no subsolo de um bairro pobre de pescadores. Até a velha catedral da cidade se sobrepunha a este antigo teatro, que tinha capacidade para 6000 espectadores. O Teatro, em ruínas praticamente intactas, é uma espécie de jóia da coroa do Museu Teatro Romano, que já é um dos mais visitados de Espanha. É também a última "peça" à mostra na exposição tornando à chegada ao amplo teatro e esta viagem ao Império romano ainda mais excepcionais.

Ainda que Cartagena seja o porto em que ficámos menos horas, há tempo de explorar a cidade para além do seu passado romano. A sugestão é a visita ao Museu Refúgio da Guerra Civil, que conta a História mais recente de Espanha e faz-nos reviver a guerra que dividiu o país entre 1936 a 1939. O abrigo subterrâneo escavado na Colina de la Concepción, onde fica o castelo do mesmo nome, era o maior dos 13 que existiram para proteger os moradores durante os bombardeamentos da artilharia de Franco ( na realidade a alemã, aliada do general Franco). Podia abrigar até 5500 pessoas. Cartagena foi uma das cidades mais bombardeadas durante a Guerra Civil (o próprio Museu expõe a disparidade dos números que variam entre 40 e 117 vezes) por ser a sede da frota republicana, apesar de o governo local ter sido leal a Franco. Andar pelo abrigo com seus corredores e amplos espaços encravados na pedra é também reviver o quotidiano dos moradores de uma cidade sitiada. Como passar cinco ou seis horas debaixo da terra, como improvisar aulas, entreter as crianças, o que comer, como tentar levar uma vida "normal". Uma lição de História in loco.

À la playa, em Ibiza
O jornal de bordo, que é sempre deixado na cabine na noite anterior a atracarmos num novo porto, avisa: não perca a linda chegada ao porto de Ibiza. Motivo mais do que suficiente para acordar mais cedo e ver a aproximação à ilha, hoje a mais badalada do arquipélago dos Baleares. A chegada de um veleiro ao cais segue um ritual que, a esta altura, já nos habituamos. O piloto da barra aproxima-se no seu pequeno barco e comanda a operação de manobra de entrada no porto.

A primeira visão é da antiga catedral no topo da colina onde fica o bairro histórico do século XIII. Ao sairmos do barco, iates luxuosos, lamborghinis e ferraris ao pé. Todos com placas do Dubai. A chegada a Ibiza também marca o primeiro dia de sol e muito calor desde que começámos a viagem. É dia de praia. Escolhemos ses Salines recomendada por um morador. Fica a 15 minutos do porto de táxi que custa aproximadamente 15 euros. Não nos arrependemos. O mar, ora verde, ora azul, convida para muitos banhos. O nosso primeiro no Mediterrâneo desde que o cruzeiro partiu de Lisboa. Nada mal para um dia de Primavera. Ao redor, jovens de topless desafiam a lei da gravidade a jogarem às raquetes. Não viveremos a badalada noite de Ibiza. Mas será o único porto em que partiremos à noite, durante a festa de Carnaval no veleiro. Ver Ibiza afastar-se na escuridão é ainda mais belo do que vê-la despertar. Com ou sem máscara.

Barcelona, para lá de Gaudí
A rambla e o mercado são incontornáveis assim como a Sagrada Família e as outras obras de arte que são os prédios do arquitecto catalão Antoni Gaudí (Casa Batlló, La Pedrera, Casa Calvet…). Para quem tinha estado a última vez em Barcelona no fim dos anos 1990 é surpreendente a multiplicação de turistas por todos os lados e os preços das atracções que subiram na mesma proporção. Nós que já nos acostumávamos a provar as melhores tapas por no máximo 10 euros por pessoa, em Barcelona, pagámos, no mínimo, o dobro. Os bilhetes para visitar museus e os prédios de Gaudí não saem por menos de 17 euros. As filas são intermináveis. Um pôr de sol tranquilo no Parque Guel ficou arquivado para sempre na memória de 20 anos passados. Hoje, o parque é um formigueiro humano. Mas como resistir à tanta beleza? Arriscamos a entrar em um edifício que não foi projectado por Gaudí: o Palau de la Música Catalã – obra do arquitecto Lluís Domènech i Montaner. Todas as visitas de uma hora são guiadas e custam 17 euros (aconselha-se a marcar com antecedência pois esgotam rapidamente). O palácio é o expoente do movimento modernista catalão e levou três anos para ser construído. Inaugurado em 1908, foi declarado Património Mundial da Humanidade pela Unesco, nos anos 1980. Trinta artesãos trabalharam nos mínimos detalhes para conceber a sala de espectáculos e todo o palácio como se fosse um imenso jardim. Mas é a clarabóia invertida de cristais coloridos na sala de concertos, desenhada por Antoni Rigalt i Blanch, que atrai todos os olhares dos visitantes. Impossível parar de olhar para o tecto, que é como o sol, tal a explosão de luz, cor e vida. Na sala de espectáculos vazia, dá para, de olhos bem abertos, viajar no tempo imaginando a música de cantores e maestros como Herbert Von Karajan, Montserrat Caballé, Daniel Barenboim, Duke Ellington, Ella Fitzgerald ou Maria João Pires. A visita de uma hora acaba mas a vontade é de continuar a ouvir todos eles, aqui. É hora de voltar para o barco e dizer Adieu.

 

Guia prático

Preços e itinerários
Uma cabine standard no cruzeiro Perfumes Ibéricos, de Lisboa a Nice, (9 dias e 8 noites), em que viajámos, custa a partir de 2400 euros por pessoa com pensão completa e bar aberto. Voos não estão incluídos. Excursões nas cidades organizadas pelo Club e serviços de Spa também não.

As novidades para este Verão são os cruzeiros do ClubMed2 pela Escandinávia (12 a 19 de Julho ou 9 a 16 de Agosto a partir de 3300 euros por adulto, 2800 por criança) e pelos glaciais da Noruega (19 a 26 de Julho ou 16 a 23 de Agosto, a partir de 3500 euros por adulto, 3000 euros por criança).

Há pelo menos mais sete cruzeiros até ao final do Verão e mais quatro até Outubro. De 3 a 12 de Setembro, o ClubMed 2 parte de Lisboa. Mais informações em www.clubmed.pt ou pelo telefone 213309696.

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A Fugas viajou a convite do Club Med e da TAP.
 

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