Fugas - motores

Continuação: página 2 de 3

Defeitos privados, públicas virtudes

Lá dentro, há mais espaço e mantém-se a qualidade dos materiais e acabamentos. Ainda assim, dentro do seu segmento, o série 1 continua a ficar cá bem para trás na lista de cotas interiores... À frente, tudo bem, desde que se encontre a afinação certa para o lugar do condutor, o que pode revelar-se trabalhoso. Mas a instrumentação é bem conseguida, melhorando alguns pontos menos bons da geração anterior, e temos ainda o bónus de um ecrã de grandes dimensões. Lá atrás, mantêm-se alguns problemas, como a dificuldade para passar os pés pela moldura da porta. A bagageira cresceu 30 litros.

A visibilidade traseira não é grande coisa e, caso optemos por conduzir numa posição muito baixa (o que é possível neste carro a um nível que não se encontra na concorrência), algumas manobras para a frente também exigem um cuidadoso olhar por fora da janela, devido à linha de cintura muito elevada.

Em suma, a BMW aperfeiçoou a sua fórmula e conseguiu criar um carro cheio de qualidades e que faz por disfarçar os defeitos. Continua é a ser mais caro do que a concorrência. E a exibir uma lista de extras que atira o preço ainda mais para cima.

Barómetro

+ Potência, direcção, instrumentação, qualidade de construção, consumos, imagem dinâmica

- Eixo dianteiro, insonorização, pormenores de ergonomia no posto de condução, muitos extras pagos à parte, primeira velocidade pouco "colaborante"

Embirração

Uma vez, acontece. Duas, é uma chatice. Mas quando, ao longo de cinco dias de teste, a primeira velocidade "embirra" várias vezes, já começa a ser preocupante. Colocada muito em cima da marcha-atrás (e numa caixa bastante compacta), a marcha de arranque obriga a constante atenção por parte do condutor. Daí em diante, só elogios: rapidez, bom escalonamento, trato suave. O pior é mesmo a primeira impressão...

A la carte

Por defeito, o carro arranca na configuração dinâmica Comfort. Podemos "recuar" para Eco Pro, privilegiando a economia e o ambiente (cenário em que nos é possível escolher, no computador de bordo, entre uma série de afinações de funcionamento das "mordomias" interiores, como a climatização, por exemplo, ou assumir as definições pré-existentes no programa Efficient Dynamics). De Comfort para Sport obtemos uma maior dureza na suspensão, relações mais curtas na caixa e outra afinação do controlo de estabilidade (que sai de cena caso optemos pelo mais radical Sport +, ideia desaconselhada a amadores a não ser em condições e cenário perfeitos...).

Exigente

O bom pode ser inimigo do óptimo, mas às vezes o excesso de possibilidades também complica. O posto de condução do série 1 pode adaptar-se às necessidades de qualquer um, oferecendo um vasto leque de afinações. A mais significativa é a capacidade de optar entre um posicionamento muito baixo (talvez o mais baixo de um carro não desportivo) ou mais "normal". Mas, se andarmos muito rasteiros, o cotovelo pode bater na consola central quando engrenamos algumas mudanças. E, se subimos o banco, este forma um ângulo doloroso com a posição dos pedais, pressionando a zona inferior dos joelhos sem que haja uma afinação eficaz para contrariar isto. Mantém-se a estranha inexistência de regulação do cinto de segurança.

--%>