A oferta no segmento SUV deste emblema nipónico estava confinada ao CX-7, um todo-o-terreno topo de gama mais vocacionado para utilização em estrada. Por isso, resolveu investir numa proposta mais acessível, sem perder de vista os atributos dinâmicos e estilísticos da marca. O CX-5 adopta a filosofia de design Kodo, traduzido como "alma em movimento", transpondo para o SUV compacto o espírito do famoso roadster MX-5.
Em termos visuais sobressai a secção frontal robusta, com a grelha dianteira sublinhada por um friso cromado que une os grupos ópticos dianteiros, de inspiração felina. As cavas das rodas salientes e o spoiler traseiro complementam uma imagem possante mas também desportiva. Os pára-choques concebidos num material resinoso especial contribuem para amortecer os impactes nos peões e para reduzir em 20% o peso, favorecendo as prestações. Aliás, "downsizing" é a palavra de ordem na concepção do novo modelo, de modo a melhorar o desempenho mas também a eficiência ambiental.
O interior espaçoso acomoda sem problemas cinco ocupantes e o acesso releva-se amplo. Só o lugar do meio atrás pode mostrar-se pouco cómodo, pela sua rigidez, em deslocações mais longas. A bagageira, com 503 litros, incluindo um espaço sob o piso, pode ser ampliada até aos 1620 litros com o rebatimento dos bancos posteriores. A cobertura do espaço de carga acompanha o movimento do portão e pode ser arrumada na sub-bagageira.
A aposta em materiais de revestimento agradáveis ao toque eleva a qualidade percebida a bordo, remetendo-se os plásticos mais duros para as zonas mais baixas do habitáculo. A instrumentação distribui-se de forma prática pelo painel e consola central, onde figuram os comandos do sistema de informação e multimédia HMI. O monitor sensível ao toque, com 5,8 polegadas, exibe as imagens dos opcionais sistemas de navegação da Tom Tom e de som Bose e da câmara de estacionamento traseiro.
Embora seja lançado com três blocos de quatro cilindros a gasolina e gasóleo, no mercado nacional apenas estará disponível o turbodiesel de 2.2 litros, nas variantes de 150 e 175cv. O motor "standard", menos potente, vai estar disponível apenas com tracção à frente (FWD), com caixa de velocidades Skyactiv manual e automática (Drive) de seis velocidades. A transmissão manual bem escalonada e a direcção assistida precisa proporcionam um comportamento desenvolto, em cidade ou em estrada aberta.
O bloco mais potente, só com tracção total (AWD), e dotado de uma caixa automática eficiente e rápida, responde com maior prontidão às solicitações, sem penalizar demasiado os consumos e emissões. Para isso contribui o sistema i-stop, com paragem e arranque automático do motor, de funcionamento suave, mas a prontidão da entrada em acção depende das condições a bordo, nomeadamente do ar condicionado.