Fugas - motores

Skyactiv refaz o automóvel no seu todo

Por Aníbal Rodrigues

Os responsáveis da Mazda perceberam que se poderia estar a formar a ideia de que a tecnologia Skyactiv diz respeito apenas a motores e trataram de corrigir esta falsa noção. A tecnologia Skyactiv também engloba motores, é certo, mas não só. Trata-se, antes, de uma abordagem praticamente total ao automóvel e que se estende ainda à carroçaria, transmissões e chassis.
Áreas em que a diminuição do peso assume uma importância decisiva, apesar de os materiais empregados serem mais resistentes. Por exemplo, o novo Mazda CX-5 dispõe de uma plataforma 30% mais rígida, mas, ao mesmo tempo, 8% mais leve. Neste veículo, 60% do aço utilizado é de alta ou elevada resistência, ao passo que nos outros modelos da marca sem Skyactiv essa proporção é de 40%.

A marca nipónica concluiu que, em 2020, só 10% dos automóveis serão totalmente eléctricos. Os outros 90% terão um motor de combustão interna como base mecânica. Neste sentido, a Mazda aposta na construção de automóveis mais eficientes e divertidos de conduzir. Por outro lado, como apenas 30% do que entra no depósito resulta em força motriz, o construtor sabe que ainda existe uma enorme margem de progressão para os motores de combustão interna.

A tecnologia Skyactiv aborda o automóvel a partir de uma folha em branco. E, no caso do motor 2.2 diesel, o que mais interessa ao mercado português, a Mazda, ao contrário do que seria normal, baixou-lhe a taxa de compressão para níveis recorde. Entre outros aspectos, isto permite prescindir de um catalisador de gases NOx, sem deixar de cumprir a norma de despoluição Euro VI, e atingir um regime máximo de 5200 rotações, o que torna as sensações de condução mais próximas das de um motor a gasolina. Saúda-se ainda a diminuição dos consumos em 20%, do peso do motor em 10% e da sua fricção interna em 20%.

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