Fugas - viagens

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Gramado - A capital brasileira do Natal

Por Sandra Silva Costa

É difícil fugir-lhes, eles estão por todo o lado: "papais noel", renas, gnomos e duendes saltam-nos à frente em cada rua. É Natal, senhores!, e nestas paragens é impossível não reparar. A Fugas começou a celebrar a quadra já em Novembro e quem quiser pode continuar até Janeiro. Em Gramado, o Natal é quase todos os dias

Em Gramado o Natal é mesmo quando o homem quiser. E o que se passa é que quer muitas vezes o ano todo, em última análise, se se considerar que nesta cidadezinha do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, está também a Aldeia do Papai Noel, um parque temático inundado de crianças de Janeiro a Dezembro. Aldeia à parte, há muito que os motores do Natal arrancaram em Gramado (algures em Novembro) e também ainda falta muito para abrandarem (algures em Janeiro).

Não há volta a dar: o Natal é um dos orgulhos desta cidade de 32 mil habitantes os outros são o Festival de Cinema (decorre normalmente a cada Agosto e o Kikito, o Oscar lá do sítio, está mesmo numa das entradas principais em Gramado) e o Festival de Turismo (a cada Novembro). E isto quer dizer que os mais avessos à quadra natalícia não devem aventurar-se a visitá-la quando o calendário marcar Novembro, Dezembro ou Janeiro. Os outros, os que não resistem à época, podem então fazer as malas, que ainda vão a tempo de celebrar o Natal na capital brasileira do Natal.

Eles andam aí: os "papai noel", as renas, os gnomos, as "mamãe noel", os duendes e todos os seres que conseguirem imaginar enfiados em roupas vermelhas. Eles andam aí, dizíamos: em cada rua, em cada loja, em cada esquina, em cada casa, em cada fachada. E as fachadas, convenhamos, até são propícias. A explicação segue dentro de momentos.

O ainda prefeito Pedro Bertolucci (cede o lugar ao prefeito eleito Nestor Tissot em Janeiro) encarregase de dar as primeiras pistas. "Trinta, quarenta, trinta." Isto quer dizer que a colonização da cidade é 30 por cento alemã, 40 por cento italiana e 30 por cento brasileira. Não admira, por isso, que a primeira sensação que temos quando entramos na cidade (ainda por cima em noite de "acendimento oficial" das luzes de Natal) seja a de termos chegado a uma qualquer cidade europeia. Podia ser na Alemanha, sim, mas também podia ser na Áustria, por exemplo. A arquitectura não deixa grande margem para dúvidas: este não é o Brasil a que estamos habituados. Agora percebem, claro, por que é que as fachadas das casas até são propícias a elementos natalícios.

Depois, o próprio clima dá uma ajuda à festa. Estamos no Rio Grande do Sul, em plena serra Gaúcha, e isso quer dizer que o calor que normalmente rima com o Brasil tem aqui algumas declinações o que para o caso é positivo, uma vez que toda a representação figurativa do Natal costuma remeter para cenários mais frios. Aqui é Novembro, a Primavera caminha a passos largos para se transformar em Verão, mas as noites podem ser muito agrestes. Mais: há quem diga que o clima de Gramado pode assemelhar-se ao que se costuma dizer dos Açores que num único dia pode ter as quatro estações. E sobre o tempo estamos conversados, verdade?

Há ainda outro elemento fulcral na cidade que ajuda a acentuar a atmosfera propícia ao Natal. Gramado, que se assume como "o terceiro destino turístico mais desejado do Brasil", conta com uma vibrante indústria de chocolate. A Prawer, que no seu "site" (www.prawer.com.br) se apresenta como a "pioneira" no fabrico de chocolate caseiro no Brasil, é apenas uma das empresas que contribui para adoçar a cidade. Ao longo da Avenida Borges de Medeiros, a mais conhecida de Gramado, sucedem-se lojas de chocolates umas a seguir às outras. E, já se sabe, Natal também é sinónimo destas guloseimas.

Os deuses estão connosco

Feitas as apresentações iniciais, vamos partir do princípio que há quem se tenha deixado contagiar pelo espírito que por estes dias se vive em Gramado e vejamos o que ainda pode fazer com o Natal em pano de fundo. Desde 1986 que os festejos da quadra recebem o nome de Natal Luz. E o Natal Luz é um verdadeiro acontecimento. O deste ano a Fugas assistiu a algumas actividades começou a 12 de Novembro e só vai terminar a 11 de Janeiro. Podemos garantir: é um não mais acabar de desfiles, concertos, paradas, peças de teatro e tudo o mais que conseguir imaginar. Para os miúdos não deverá haver melhor.

Por razões óbvias, destacaremos apenas os espectáculos a que assistimos. Era uma quinta-feira pouco amena de meados de Novembro. Nuvens espessas cobriam a cidade e faziam temer o pior. Às 19h00, duas horas e meia antes do início do espectáculo, o céu desabou mesmo sobre a cidade. Uma chuva grossa, impiedosa e, pior do que isso, prolongada, parecia ter deitado tudo a perder. Puro engano: às 21h00, já o recinto da Carrieri estava praticamente lotado.

A "Fantástica Fábrica de Natal" começaria dali a duas horas e ninguém queria perder pitada os mais previdentes foram munidos de capas plásticas, não fosse a chuva tecê-las... A "Fantástica Fábrica de Natal" (bilhetes entre 30 a 60 reais) é um musical para toda a família que relata a história de uma criança que é levada por um anjo até à oficina do Pai Natal. Conta com um elenco de mais de 40 pessoas, dura 50 minutos e a encenação e cenografia é bastante cuidada. O espectáculo repete mais ou menos de três em três dias (programação detalhada de todo o evento em www.natalluzdegramado.com.br).

Para a noite seguinte estava agendado o "Nativitaten", uma produção piromusical que todos os anos tem lugar no lago Joaquina Rita Bier. Mais uma vez, praticamente todas as cadeiras estavam preenchidas para assistir à junção do canto lírico com luz e fogo-de-artifício. É um espectáculo muito mais virado para o lado religioso do Natal e as velinhas distribuídas a cada espectador acentuam-lhe esta faceta. Mas, convenhamos, elas até devem ter dado uma ajuda: o dilúvio só caiu sobre Gramado mesmo, mesmo no fim do "show", os deuses estão do nosso lado...

Rota Romântica: Um pedaço da Alemanha no Brasil

É um daqueles casos em que não vale a pena sequer disfarçar e ninguém quer disfarçar, aliás. Chama-se Rota Romântica porque na Alemanha há um roteiro turístico que tem o mesmo nome e se há sítio no Brasil que pode tentar compararse às "paisagens bucólicas" alemãs é mesmo esta zona do Rio Grande do Sul, declara Cláudio Weber, presidente da Associação de Municípios da Rota Romântica.

O roteiro foi lançado em 1995, com 11 municípios, e foi entretanto alargado para 13. Na prática, propõe aos turistas que aceitem partir à descoberta de cidades relacionadas com a imigração alemã para o Rio Grande do Sul. No município de São Leopoldo, o berço desta imigração, está instalado o Marco Zero da Rota.

A Rota Romântica espalha-se ao longo de 184 quilómetros, nos quais se localizam as cidades de São Leopoldo, Novo Hamburgo, Estância Velha, Ivoti, Dois Irmãos, Morro Reuter, Santa Maria do Herval, Presidente Lucena, Picada Café, Nova Petrópolis, Gramado, Canela e São Francisco de Paula. Estrada fora, espraiam-se vales, campos e jardins cercados por construções que ainda mantêm as influências da arquitectura enxaimel (tipicamente germânica, uma técnica de construção que consiste em paredes montadas com hastes de madeira encaixadas entre si, cujos espaços são geralmente preenchidos por pedras ou tijolos, sem que haja lugar à utilização de pregos).

As cidades que integram a rota têm um calendário anual repleto de actividades ligadas à preservação da origem cultural da população e o mais fácil é encontrar na rua gente loira e de olhos azuis... Informações adicionais disponíveis em www.rotaromantica.com.br.

A cidade dos pequeninos: O que há para fazer em Gramado

Ok, há (alguma) vida para além do Natal em Gramado. Já o dissemos e agora reiteramos: a cidade é um óptimo destino para levar as crianças.

Para início de conversa, falemos no Mini Mundo, um parque temático criado em 1981 pela família Höppner, que representa a fantasia de uma cidade em miniatura, ao estilo da dinamarquesa Legoland. Tem réplicas de casas de vários países (mas a Alemanha sai claramente a ganhar) e de algumas cidades brasileiras, num tamanho 24 vezes inferior ao normal. Está aberto todos os dias, das 10h00 às 17h00, e a entrada custa 12 reais.

Ainda na senda dos parques temáticos (há muitos na região, está visto...), de referir igualmente o Mundo a Vapor (já na vizinha Canela). A recriação do acidente de comboio na estação de Montparnasse, em Paris, em 1895, na fachada do edifício, é apenas um chamariz para a atenção dos mais novos, que aqui podem aprender de tudo: desde o fabrico de papel até à preparação do chimarrão, essa espécie de bebida oficial do Rio Grande do Sul. Os bilhetes custam entre 5 e 10 reais.

A mais recente atracção de Gramado é o Gramado Zoo, que conta com mais de 1000 animais exclusivamente da fauna brasileira. As crianças (e os adultos também) ficarão por certo rendidos à beleza da onça pintada, às cores das araras, ao canto dos tucanos ou aos traços exóticos das capivaras. O parque, que abriu portas há poucos meses, tem uma equipa de biólogos, veterinários e educadores ambientais e está envolvido num programa de recuperação de animais em vias de extinção. Do zoo tem-se ainda uma vista privilegiada para as montanhas e vales que rodeiam Gramado e que nos fazem, mais uma vez, duvidar se estamos mesmo no Brasil. As crianças pagam 7,5 reais, os adultos 15.

Cadillac cor-de-rosa

Vamos agora mudar ligeiramente de agulhas ou talvez não. Talvez não, decididamente: um Cadillac ao vivo e a cores tanto agrada a miúdos como a graúdos, certo? E há um cor-derosa (e vários de outra cor) para alegrar a vista em Gramado. O Museu do Automóvel Hollywood Dream Cars fica na Avenida das Hortênsias e é apenas uma pequena parte do acervo de uma das maiores colecções de carros e motos antigos da América Latina, assegura Guilherme Dias dos Santos, que guiou a Fugas pela exposição.

Neste espaço museológico distribuído por dois pisos encontram-se apenas 30 exemplares e o dono, "um tipo de 27 anos", tem mais de 600, contabiliza Guilherme. Há Cadillacs, há Chevrolets, há um Mercury 1957, Buicks e Harley Davidsons e há música de Elvis Presley como banda sonora. (Cá entre nós, estávamos um tudo-nada de pé atrás com esta visita, mas temos de dar o braço a torcer: os 16 reais de entrada cobrados aos adultos são bem empregues.)

Continuamos para bingo, que é como quem diz para passeios familiares? O lago Negro, construído por Leopold Rosenfeldt, trouxe para Gramado um pedaço da Alemanha. Nas margens foram plantadas árvores importadas da Floresta Negra. O parque tem 89 mil metros quadrados e é, sobretudo aos fins-de-semana, ponto de paragem quase obrigatória de famílias inteiras que se passeiam pelas águas em "pedalinhos" (barcos a pedais, "gaivotas", como são conhecidos em Portugal), fazem "jogging" ou simplesmente se deitam na relva em redor do lago. Há percursos para caminhadas e no Verão hortênsias floridas (ainda não tínhamos dito, mas esta é conhecida como a região das hortênsias).

A 14 quilómetros do centro de Gramado fica o Parque Estadual do Caracol (em bom rigor, situado já no município de Canela). São 100 hectares de floresta nos quais se esconde uma das maiores atracções naturais da região: a cascata do Caracol, muitas vezes apresentada como "o mais bonito cartão postal do estado" do Rio Grande do Sul. Tratando-se de uma queda de água com 131 metros de altura, outras apresentações e descrições são quase desnecessárias. Dentro do parque há um observatório que se eleva a 180 metros da própria cascata, ao qual se acede através de um elevador, e que garante uma vista privilegiadíssima. Os mais aventureiros (e os que estiverem em boa forma), podem sempre descer os 751 degraus que levam ao ponto mais próximo da queda de água. A descida, diz quem sabe, no caso Raoni, um dos guia do parque, dura mais ou menos 30 minutos; a subida, já se sabe, será sempre mais custosa...

Apesar de ter apenas 10 hectares abertos às visitas, há muito o que fazer dentro do Parque do Caracol. Caminhar pelos vários trilhos ecológicos disponíveis ou simplesmente apreciar a floresta de araucárias são apenas dois bons exemplos. Os 4 a 8 reais que custam as entradas no parque podem muito bem ser aplicados numa visita de um dia.

E o Rio Grande do Sul?: Siza Vieira andou por aqui

Claro que uma visita a Gramado, por implicar uma viagem ao outro lado do Atlântico, não faz muito sentido se não for complementada com outras incursões pelo Rio Grande do Sul, um estado que não está no "top" das preferências dos turistas portugueses. Não tem as praias do Nordeste nem o charme do Rio de Janeiro, menos ainda o cosmopolitismo de São Paulo, mas o Rio Grande do Sul vai a jogo com outros trunfos.

O clima e os traços ainda vincados das colonizações (sobretudo alemã e italiana) são os dois mais valiosos. E estão ligados entre si: o estado é bastante procurado por turistas internos em busca de atractivos tão "exóticos" como um Inverno com neve ou arquitectura eminentemente europeia.

Com uma população na ordem dos 10,5 milhões de habitantes (Portugal terá 10,6 milhões...), o Rio Grande do Sul conta com o quarto maior PIB do conjunto do Brasil, segundo a Wikipedia. É uma região que se orgulha das suas especificidades e que gosta de sublinhar que a sua população é um mosaico de várias culturas. Os gaúchos, como são habitualmente designados os habitantes do Rio Grande do Sul, são, aliás, resultado de uma miscigenação de portugueses, hispânicos e indígenas.

A capital do estado é Porto Alegre e, com 1,5 milhões de habitantes, é uma cidade dinâmica e vibrante. Não sendo particularmente bonita (isto apesar de estar enquadrada pelo lago Guaíba e pela lagoa dos Patos), é daqueles sítios que vai agradando aos poucos. Para o público português, o mais recente argumento para uma visita pode mesmo ser a inauguração da Fundação Iberê Camargo, na Avenida Padre Cacique.

Assim que lá chegámos, numa manhã que acordou cheia de nuvens, temos aquela nítida sensação de "déjà vu". Qualquer semelhança entre este edifício branco, monolítico, e o que vemos na Rua de D. João de Castro, no Porto, é mais do que coincidência. Não que os dois edifícios, o da Fundação Iberê Camargo e o do Museu de Serralves, sejam parecidos, nem pouco mais ou menos, mas o traço, esse, é inconfundível.

Podíamos estar em Serralves (há o branco do edifício, os bancos nas salas, até a sinalética do WC...), mas não estamos. Temos vista para o lago Guaíba mas este edifício fala português com sotaque do Porto: Siza Vieira andou mesmo por aqui. E deixou um legado importantíssimo a Porto Alegre. O edifício foi inaugurado em Maio passado e o projecto que o arquitecto do Porto assinou mereceu o Leão de Ouro na Bienal de Arquitectura de Veneza de 2002. A importância do pintor Iberê Camargo (1914-1994) no contexto da arte brasileira do século XX, aliada agora à imponência da obra de Siza, contribuem para reforçar Porto Alegre como pólo cultural de referência.

Ler nas entrelinhas

Ainda que não seja um daqueles espaços museológicos gigantes, que exigem horas e horas para que a visita seja "decente", quem for à Fundação Iberê Camargo deve ir com tempo. Não só para conhecer a colecção permanente de Iberê e as exposições temporárias, mas também para apreciar o projecto arquitectónico. Os especialistas dispensá-los-ão, seguramente, mas quem não domina propriamente o tema pode contar com a ajuda dos guias, que estão treinados para ajudar a ler nas entrelinhas de Siza Vieira.

Rafael Silveira é um deles. Terá uns 25 anos, tem uns enormes brincos pretos nas orelhas e uns óculos de massa também pretos. Fala com entusiasmo da "importância da luz" no edifício de quatro andares, do "sistema de ar condicionado disfarçado pelas fendas abertas no fundo das paredes, para não interferir com o impacto das obras", e de como Siza "ficou bravo" quando percebeu que as salas teriam mesmo de ter câmaras de vigilância. E daqui a nada há-de explicar também que a instalação de Iole de Freitas (artista de Minas Gerais) que vemos elevarse do átrio de entrada, feita em policarbonato, foi pensada "para dialogar em harmonia com a arquitectura do edifício".

Percebemos em seguida que o átrio é, também ele, um espaço expositivo. E isto quer dizer que a instalação de Iole de Freitas é temporária: em Janeiro, há-de ser substituída pelo trabalho de outro artista, que terá também que produzir obras adequadas à filosofia que Siza Vieira concebeu para o espaço.

A Fundação Iberê Camargo está aberta de terça a sexta-feira, das 10h00 às 19h00; às quintas o horário prolonga-se até às 21h00. Aos sábados, domingos e feriados, abre portas das 11h00 às 19h00. A entrada é gratuita. (www.iberecamargo.org.br).

A Fugas viajou a convite da TAP e do Festival de Turismo de Gramado 

Quando ir

O Inverno no Rio Grande do Sul pode ser bem rigoroso, às vezes até com temperaturas negativas. Posto isto, quem não for grande fã do frio deve viajar na Primavera ou no Verão brasileiros.

Como ir 

A melhor forma é voar para Porto Alegre e a partir daí organizar a viagem em função do que pretender fazer no Rio Grande do Sul. Se optar pela TAP (com saídas do Porto ou de Lisboa), terá sempre de fazer uma escala no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Nesta altura do ano, naturalmente, os voos estão caros.

Uma pesquisa feita para datas posteriores à próxima segunda-feira indicava valores nunca inferiores aos 1200 euros.

Onde dormir

A oferta hoteleira em Porto Alegre é muito vasta. E há preços para todos os gostos. A Fugas esteve hospedada no Plaza São Rafael, um quatro estrelas modesto mas com um "café da manhã" muito cumpridor. Preços a partir dos 216 reais.

Em Gramado, o Hotel Serrano (5 estrelas) é, sem dúvida, o melhor da cidade. Os quartos são espaçosos, com uma decoração cuidada, e todo o complexo hoteleiro está preparado para dar resposta às necessidades de quem viaja, seja em negócios ou em lazer. Preços a partir de 335 reais.

Quem, no entanto, for à procura de sossego e não fizer questão de ficar alojado no centro de Gramado, deve, sem hesitar, procurar os serviços do La Hacienda, a 14 quilómetros da cidade. A propriedade estende-se ao longo de 68 hectares, há trilhos para fazer caminhadas, cavalos, uma piscina com cascata incluída e há ainda Mambo, um "labrador" simpático que quer brincar a toda a hora. O alojamento é feito em cabanas com mezanino, que incluem uma cama de casal e duas individuais e ainda uma aconchegante lareira. Custam à volta de 700 reais por dia. www.lahacienda.com.br.

Onde comer

Em Porto Alegre, um sítio a não perder é o Galpão Crioulo, no Parque da Harmonia. Apesar de à primeira vista parecer um daqueles locais para turista ver (e é, na verdade, não vale a pena escondê-lo...), a comida é mesmo de se lhe tirar o chapéu. Isto, claro, para quem for à procura de um bom churrasco gaúcho. Eles chamam-lhe "espeto corrido", nós por cá preferimos dizer rodízio.

Quem gostar dos prazeres da carne, não ficará desiludido. Preços a partir dos 27 reais. Em Gramado, vale a pena procurar também o La Hacienda para comer. Há pratos variados de cozinha internacional a partir dos 32 reais. Quem preferir os sabores mais orientais, pode optar pelo San Tao, nas proximidades do lago Negro (www.santao.com.br). Cozinha japonesa e tailandesa a partir de 38 reais, sem bebidas (aberto de quarta a domingo, a partir das 19h00). Os que quiserem continuar nos sabores brasileiros (e, logo, mais virados para a carne) devem também considerar a cachaçaria Água Doce, na Rua Garibaldi, 26. Para além das inevitáveis caipirinhas com os mais diversos sabores (13,70 reais), a oferta é muito variada.

A Fugas aconselha o "escondidinho" de carne de sol e o "arrumadinho" de frango, ambos servidos com puré de mandioca, requeijão e mozzarela gratinado. Preços a partir dos 24 reais. Para os adeptos da comida italiana, aconselha-se a Cantina Pastasciutta e ainda o Il Piacere, com preços a rondar os 40 e os 27 reais, respectivamente.

Dinheiro

As últimas referências indicam que um real vale cerca de 0,31 euros.

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