Neste guia móvel não há espaço para a Casa da Música ou o Café Majestic, locais já badalados do circuito turístico da cidade. O objectivo é divulgar todos os sítios que não estão à vista desarmada, numa altura em que o turismo na cidade tem vindo a aumentar. "Trabalho na Baixa e quase todos os dias dou indicações a turistas", realça Sérgio Oliveira, programador de 26 anos e um dos responsáveis pela moveOporto.
Até agora, a aplicação tem 114 locais listados e mais uma centena em espera. É um processo moroso, pois implica que "os espaços queiram contribuir", seja no envio da informação, seja na receptividade da ideia, explica Marlene Vinha, professora de Artes e uma das quatro pessoas envolvidas no projecto.
O foco central da aplicação são os locais, os spots, o termo anglo-saxónico que preferem utilizar - não por obstinação, mas porque a moveOporto está disponível também em inglês (a escolha do nome, aliás, não foi aleatória, já que pode ser lido nas duas línguas). O utilizador pode navegar pelos locais através de categorias como Noite, Alojamento ou Café & Co. Na secção Buzz encontram-se eventos e notificações dos novos locais adicionados.
Graças à função de geolocalização, também é possível ficar a saber onde e a que distância se encontram os sítios. Através de um curto registo, é igualmente possível guardar spots nos favoritos ou, à boa maneira do Facebook, adicionar um like. A opção de check-in regista a entrada num determinado sítio. Ao fim de um dado número de check-ins, o utilizador pode ser convidado para ser insider e assim guiar outras pessoas pelo Porto. Para além dos quatro da equipa central, seis criativos já colaboram no projecto como insiders convidados.
Para um futuro - que se espera breve - mais funções vão ser implementadas. O programador quer promover a integração da aplicação com o Facebook, Twitter e Foursquare e explorar os códigos QR (espécie de código de barras que, ao ser lido por um dispositivo móvel, desbloqueia informação). A função de check-in, por exemplo, pode valer uma bebida. "Vamos fazer acordos com os locais para que uma pessoa que faça check-in várias vezes nesse espaço possa ganhar uma cerveja, por exemplo", explica Sérgio Oliveira.
A caminho vêm as versões para Android e iPad, que o programador prevê estarem prontas dentro de um mês e dois, respectivamente. Será também lançada uma versão para dispositivos móveis mais antigos.
A aplicação é gratuita e assim vai continuar, garantem. E mesmo que seja angariada publicidade, o máximo que pode acontecer é ser lançada uma versão paga sem anúncios.