A estrutura do aparelho será desenvolvida em material biónico, o que permitirá reduzir o peso do avião e consequentemente o consumo de combustível. Paralelamente, aquele tipo de material permitirá o uso de janelas panorâmicas. A estrutura biónica será revestida com uma membrana de biopolímeros — polímeros produzidos por seres vivos, como a celulose, amido, quitina, proteínas, péptidos ou ADN — que controlará a quantidade de luz natural (diminuindo ou aumentando o efeito de transparência), a humidade e a temperatura.
Ainda mais futurista? Este material com que a Airbus pretende construir um aparelho pode mudar de forma, adaptando-se às necessidades dos passageiros. Mas não é só na estrutura que o ano 2050 trará inovações.
Ao nível dos serviços, o fabricante de aviões prevê a existência de zonas de relaxamento e de trabalho, assim como uma área de bar, jogos holográficos e até formas de qualquer passageiro entrar em contacto com qualquer pessoa em terra firme (que tal dar um beijo de boas noites durante o voo a quem ficou em casa?). Tudo isto para proporcionar a “infalível experiência de viagem” que os “passageiros de 2050” exigirão, segundo o vice-presidente da Airbus, Charles Champion, que se baseou numa pesquisa realizada junto de passageiros frequentes. No fundo, “a cabina é desenhada (…) para que a viagem possa ser tanto uma odisseia de descoberta quanto [a esperada] no destino”.