A histórica Batalha de Aljubarrota, que opôs, numa quente tarde do dia 14 de Agosto de 1485, tropas portuguesas com aliados ingleses, comandados por D. João I e D. Nuno Álvares Pereira, ao Exército castelhano e seus aliados liderados por D. Juan I de Castela, volta a ser relembrada durante uma Feira Medieval, de 12 a 15 de Agosto.
E, no caso deste evento, a crise até pode contribuir positivamente: “No ano passado, algumas famílias não fizeram férias mais longe e mantiveram-se nos concelhos vizinhos”, recordou a vereadora da Cultura da Batalha, Cíntia Silva, citada pela Lusa. “Pode ser que, este ano, isso volte a acontecer”, manifestou a autarca.
Já Bruno Letra, adjunto do presidente da Câmara de Alcobaça — que este ano se junta à organização, já composta pelos municípios de Porto de Mós e Batalha e pela Fundação Batalha de Aljubarrota —, apresentou o argumento que, acredita, pode atrair muita gente: o facto de “todas as iniciativas serem gratuitas”. Até porque, vaticinou o representante de Alcobaça, “as pessoas não têm dinheiro, mas continuam a querer experiências e divertir-se”.
Entre as novidades desta edição, vai ser disponibilizado um passaporte cultural, “idêntico a um passaporte de viagem, mas que visa promover o turismo, a natureza e o património local”, vendido por €1.
A recriação da batalha ocorre em São Jorge, no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota. A animação musical é servida em português: GNR (12), Virgem Suta (13), Deolinda (14) e José Cid (15) abrilhantam o palco montado junto ao Mosteiro da Batalha.
O campo de batalha de Aljubarrota foi declarado monumento nacional em Novembro de 2010 e uma parte dele, a área onde esteve o exército castelhano, vai ser recuperada.